Dentre os princípios da ética na prestação de serviços, o que consiste em não deixar que gostos e preferências pessoais interfiram no que deve ser feito é conhecido como
- A)moralidade.
Moralidade tem relação com agir de forma correta e ética, mas não é o termo usado para a ideia de não misturar preferência pessoal com a decisão.
- B)imparcialidade.
Imparcialidade é próxima da ideia, porém o enunciado descreve com mais precisão a necessidade de decidir de forma objetiva, sem subjetivismo.
- C)civilidade.
Civilidade diz respeito a educação, cortesia e boas maneiras, não à forma técnica de decidir no serviço público.
- D)objetividade.
Objetividade é exatamente agir com base no que deve ser feito, sem deixar gostos e preferências pessoais interferirem.
- E)excelência.
Excelência se liga a qualidade e aperfeiçoamento do serviço, mas não ao critério de afastar preferências pessoais da decisão.
Gabarito: D
Na ética aplicada ao serviço público, a ideia central é agir com critérios claros, sem deixar simpatia, antipatia, gosto pessoal ou preferência particular bagunçarem a decisão. Em outras palavras, a conduta correta precisa olhar para o que deve ser feito, e não para o que agrada mais ao agente. Isso evita favoritismos, decisões caprichosas e aquele famoso “eu gosto mais desse jeito”. Por isso, o princípio descrito no enunciado é a objetividade: decidir com base em fatos, regras e finalidade do serviço, e não em impressões subjetivas. É a postura de quem separa preferência pessoal de dever funcional. Em prova, quando a frase fala em não deixar gostos e preferências interferirem, quase sempre está apontando para objetividade. Vale lembrar que, no serviço público, isso conversa com os princípios da Administração Pública do art. 37 da Constituição, especialmente legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A objetividade é uma forma de concretizar a impessoalidade e a moralidade na prática, porque reduz espaço para decisões movidas por vaidade ou conveniência pessoal. Então, o gabarito é a letra D: objetividade. A banca quer que você perceba que ética aqui não é “achar bonito” ou “ter boa intenção”, mas agir de modo racional, imparcial no sentido prático e alinhado ao interesse público.