Em uma Câmara Municipal, a postura pessoal e profissional dos servidores e agentes públicos é essencial para garantir ética, transparência e eficiência no atendimento à população. Considerando as boas práticas de comportamento no ambiente legislativo, analise as seguintes condutas que devem ser adotadas por um agente legislativo. I. Manter a imparcialidade ao lidar com demandas de vereadores de diferentes partidos, assegurando tratamento igualitário e sem favorecimento. II. Utilizar as redes sociais para expressar opiniões pessoais sobre projetos em tramitação, reforçando a transparência e a liberdade de expressão. III. Preservar a confidencialidade de informações estratégicas e documentos sigilosos, em conformidade com as normas internas da Câmara Municipal. IV. Adotar uma comunicação assertiva e respeitosa ao interagir com vereadores, mas agir de forma diferente dessa com colegas e cidadãos, especialmente em situações de pressão ou conflito. São condutas que estão em conformidade com uma adequada postura pessoal e profissional no ambiente da Câmara Municipal o que se afirma em
- A)I, II, III e IV.
Errada, porque as assertivas II e IV contrariam a postura ética esperada do agente público.
- B)I e III, apenas.
Certa, pois apenas I e III refletem imparcialidade, respeito à impessoalidade e preservação do sigilo institucional.
- C)II e IV, apenas.
Errada, porque II não é conduta adequada e IV também não, já que a postura deve ser uniforme e respeitosa com todos.
- D)I, III e IV, apenas.
Errada, porque a assertiva IV está incorreta ao admitir tratamento diferente conforme a pessoa atendida.
Gabarito: B
Neste tipo de questão, a banca quer saber se voce reconhece a postura esperada de um agente público: imparcialidade, sigilo, respeito e atuação sempre voltada ao interesse público. Em ambiente legislativo, isso é ainda mais sensível, porque a rotina envolve demandas políticas, informações internas e contato com pessoas em situações de tensão. A afirmativa I está correta porque tratar vereadores de forma igual, sem favoritismo partidário, decorre diretamente dos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, previstos no art. 37 da Constituição Federal. O servidor não pode “torcer para um lado” no atendimento: o dever é atender a função pública, não preferências pessoais. A afirmativa III também está correta, pois preservar informações estratégicas e documentos sigilosos é exigência básica de ética funcional e de proteção ao interesse público. A Administração Pública não trabalha com “fofoca institucional”: informação interna deve ser tratada com responsabilidade, sobretudo quando há norma interna de sigilo. Já as afirmativas II e IV estão erradas. Usar redes sociais para opinar sobre projetos em tramitação não reforça, em regra, a transparência do agente no exercício da função, podendo comprometer a neutralidade e a imagem institucional. E agir de forma diferente com vereadores, colegas e cidadãos viola a coerência ética esperada no atendimento, que deve ser respeitoso e profissional com todos. Por isso, o gabarito é a letra B.