A ética profissional consiste em um conjunto de normas de conduta que devem ser sugeridas e executadas durante o exercício profissional (ALENCASTRO, 2016). Considerando a temática, o mercado de trabalho valoriza cada vez mais
- A)sejam conhecedores da técnica e saibam realizar determinada função, mas que não estejam ligados a questões e posturas éticas no trabalho, pois elas não aumentam sua valorização e reduzem seu desempenho.
Errada, porque afirma que questões éticas não aumentam valorização e ainda reduzem o desempenho, o que contraria a lógica da ética profissional.
- B)sejam considerados como bons e completos, em qualquer área, por possuírem habilidades técnicas, amplo conhecimento e domínio para execução das atividades, independentemente de sua relação com os outros ou postura ética.
Errada, pois valoriza apenas habilidades técnicas e ignora a relação com os outros e a postura ética, que são essenciais.
- C)tenham competência técnica para atuar em determinada área e que, preferencialmente, não apresentem atitudes como respeito, lealdade, generosidade ou trabalho em grupo, pois elas geram queda na produtividade e na qualidade dos serviços.
Errada, porque trata respeito, lealdade, generosidade e trabalho em grupo como fatores negativos, quando na verdade são atributos valorizados no trabalho.
- D)possuam habilidades técnicas e éticas no trabalho, pois, na ação humana, fazer e agir estão interligados: fazer, competência e eficiência que se deve possuir para exercer bem a profissão; agir, conduta e atitudes a assumir no desempenho profissional.
Certa, porque reconhece que o mercado valoriza tanto a competência técnica quanto a conduta ética, unindo saber-fazer e saber-agir.
Gabarito: D
A ética profissional não se resume a saber fazer bem uma tarefa. No serviço público e no mercado de trabalho em geral, a valorização do profissional envolve dois lados que andam juntos: competência técnica e postura ética. Em outras palavras, não basta "saber operar a máquina"; é preciso também saber conviver, respeitar regras, agir com responsabilidade e manter conduta íntegra. A doutrina costuma diferenciar técnica de ética, mas deixa claro que elas não competem entre si. A técnica diz respeito ao saber-fazer, à eficiência e à capacidade de executar a atividade. Já a ética trata do modo de agir, das atitudes e dos valores que orientam o exercício profissional. Por isso, o profissional completo é aquele que entrega resultado sem perder a correção no trato com colegas, usuários e com a própria função pública. É exatamente isso que a alternativa D traz: habilidades técnicas e éticas no trabalho, mostrando que fazer e agir são interligados. A própria formulação usa essa ideia clássica: fazer ligado à competência e eficiência, agir ligado à conduta e às atitudes. Essa leitura combina com a noção de ética profissional adotada na administração pública e em obras doutrinárias sobre o tema. As demais alternativas erram ao tentar separar técnica de ética como se a postura moral fosse dispensável. Só que, no mundo real, produtividade sem respeito, lealdade e cooperação costuma durar pouco. O mercado valoriza cada vez mais o profissional que entrega resultados e, ao mesmo tempo, sabe se portar como gente grande.