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Ética no Serviço Público · CESPE/CEBRASPE · 2023

Questão comentada de Ética no Serviço Público

No que se refere à ética na administração pública, assinale a opção correta.

Gabarito: D

Em ética na Administração Pública, a ideia central é simples: o agente público não pode agir apenas pensando no que “sempre se fez”, mas no que é correto, impessoal e compatível com a Constituição. Moral e ética aqui não são enfeite teórico: elas vinculam a atuação administrativa e servem como limite para o poder público. A moralidade administrativa está expressamente na Constituição Federal, no art. 37, caput, ao lado de legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência. Isso significa que não basta o ato ser formalmente legal; ele também precisa ser moralmente legítimo, isto é, adequado ao interesse público e sem favorecimentos pessoais. A doutrina e a jurisprudência do STF tratam a moralidade como princípio com força normativa, e não como mera recomendação de boa educação institucional. Por isso, a alternativa D está correta: nomear cônjuge ou irmão para função gratificada subordinada ao gestor viola os preceitos morais da Constituição, porque compromete a impessoalidade e favorece parentesco em detrimento do interesse público. Além disso, essa conduta se aproxima do nepotismo, prática rechaçada pelo STF na Súmula Vinculante 13, que veda a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau para cargos em comissão ou de confiança, em situações de influência direta e subordinação. Na prática de prova, pense assim: ética pública não é “opinião pessoal do servidor”, e moralidade administrativa não é um detalhe decorativo. Ela é regra de jogo. Se houver favorecimento, desvio de finalidade ou quebra de impessoalidade, a banca costuma apontar a violação do princípio moral com muita tranquilidade.

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