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Estatuto da Advocacia · FGV · 2014

Questão comentada de Estatuto da Advocacia

O advogado Antônio de Souza encontra-se preso cautelarmente, em cela comum, por força de decreto de prisão preventiva proferido no âmbito de ação penal a que responde por suposta prática de reiteradas fraudes contra a Previdência. O advogado de Antônio requereu ao magistrado que decretou a prisão a transferência de seu cliente para sala de estado-maior. Como não havia sala de estado-maior disponível na localidade, o magistrado determinou que Antônio deveria permanecer em prisão domiciliar até que houvesse sala de estado-maior disponível. Sobre a decisão do magistrado, assinale a opção correta.

Gabarito: A

A ideia central aqui é uma prerrogativa clássica do advogado preso cautelarmente: antes do trânsito em julgado, ele não deve ficar em cela comum se houver sala de Estado-Maior disponível. Isso está no Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994, art. 7º, V), que garante esse recolhimento especial ao advogado. A lógica é proteger a dignidade e a independência da advocacia, evitando que o profissional seja tratado como preso comum antes de haver condenação definitiva. E tem um detalhe importante que a FGV adora cobrar: se não houver sala de Estado-Maior na localidade, a consequência é a prisão domiciliar. Não é uma criação “por gentileza” do juiz; é a solução legal prevista quando a estrutura necessária não existe. Então, a decisão do magistrado foi correta ao determinar a prisão domiciliar até surgir sala de Estado-Maior. Outro ponto: essa prerrogativa não depende de o crime ter relação com o exercício da advocacia. O direito existe em razão da condição de advogado, não porque o fato imputado tenha sido praticado no exercício da profissão. Por isso, a alternativa correta é a que reproduz exatamente essa regra. Em resumo: advogado preso provisoriamente - sala de Estado-Maior; se não houver sala - prisão domiciliar. Simples, direto e muito cobrado.

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