Joana foi contratada por determinada autarquia federal, pelo prazo de um ano, para atender a uma necessidade temporária de excepcional interesse público. Dias antes do término do contrato, Joana descobriu que estava grávida, o que manteve sob sigilo em seu ambiente de trabalho por razões pessoais. No dia imediato ao fim do seu vínculo contratual, ao ser comunicada da necessidade de desocupar o armário que lhe era destinado, Joana informou ao seu superior hierárquico a sua condição de gestante. Sobre a situação descrita, assinale a afirmativa correta.
- A)Joana não faz jus à estabilidade, considerando que o seu vínculo funcional foi estabelecido por prazo certo.
Prazo certo do vínculo não afasta, por si só, a garantia da gestante.
- B)Joana faz jus à estabilidade, apesar de o seu vínculo ser temporário e de não ter realizado a prévia comunicação do seu estado gravídico ao empregador.
Correta: há estabilidade mesmo em contrato temporário e sem comunicação prévia.
- C)Joana não faz jus à estabilidade, considerando que o seu vínculo funcional não foi estabelecido com um ente privado, mas com uma autarquia federal.
A contratação por autarquia não elimina a garantia constitucional.
- D)Joana somente faria jus à estabilidade caso tivesse informado ao superior hierárquico, a respeito do seu estado gravídico, antes do término do contrato.
Comunicação antes do término não é requisito constitutivo da estabilidade.
- E)Joana faz jus à estabilidade, ainda que o estado fisiológico da gravidez tenha se constituído após o término do contrato temporário, mas antes do decurso de cinco meses.
Errada: a gravidez precisa existir durante o vínculo, não surgir depois do término.
Gabarito: B
A estabilidade provisória da gestante protege desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, inclusive em vínculos temporários e ainda que a empregada não tenha comunicado previamente o estado gravídico.