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Direito do Trabalho · FGV · 2022

Questão comentada de Direito do Trabalho

Sérgio trabalha em uma empresa desde 2021, e na convenção coletiva da sua categoria foi estipulado o pagamento do adicional de 40% sobre as horas extras. Sérgio não concorda com essa previsão, pois a Lei determina que o adicional aplicado na sobrejornada precisa ser de, no mínimo, 50%. Por isso, pretende judicializar a questão para ver declarada nula a cláusula normativa e receber a diferença sobre o percentual que lhe é pago sobre as horas extras. Considerando os fatos narrados e a previsão contida na CLT, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: E

Aqui a ideia central é simples: se você quer atacar uma cláusula de convenção coletiva, não basta apontar o dedo para o empregador e seguir em frente. A norma foi construída por sujeitos coletivos, então quem a assinou precisa participar da discussão. No Direito do Trabalho, isso evita uma decisão “surpresa” contra quem nem foi ouvido. A CLT trata disso ao exigir a presença dos sindicatos subscritores quando a ação tiver por objeto a anulação de cláusula de instrumento coletivo. Em convenção coletiva, os dois lados da mesa aparecem: sindicato dos empregados e sindicato dos empregadores. Por isso, eles devem integrar o processo como litisconsortes passivos necessários. No caso narrado, Sérgio quer ver declarada nula a cláusula que fixou adicional de 40% nas horas extras, acima do mínimo legal de 50% previsto no art. 7º, XVI, da CF. Como a discussão recai sobre a validade da cláusula convencional, a ação deve ser proposta contra o empregador e contra os sindicatos subscritores da convenção. Em resumo: quando o alvo é a cláusula coletiva, a briga não é só com a empresa. É também com quem assinou a regra. Por isso o gabarito é a letra E.

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