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Direito do Trabalho · FGV · 2016

Questão comentada de Direito do Trabalho

Um determinado empregado é vigilante e, por meio do seu empregador, sempre prestou serviços terceirizados a uma instituição bancária privada. Após ser dispensado, o ex- empregado ajuizou ação contra o seu antigo empregador e a instituição bancária, reclamando horas extras, diferença por acúmulo de funções e indenização por dano moral. Sobre a situação apresentada, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: D

Aqui a chave da questão é separar duas coisas: a licitude da terceirização e a responsabilidade do tomador dos serviços. Depois das decisões do STF na ADPF 324 e no RE 958.252, ficou claro que a terceirização pode alcançar até a atividade-fim, então não é por isso que o banco passa a responder de forma automática e solidária. Solidariedade, no Direito do Trabalho, não se presume: precisa de lei ou ajuste expresso. Mas isso não significa que o tomador fique blindado. Pela lógica da Súmula 331 do TST, quando a empresa terceirizada não paga as verbas devidas, o tomador responde subsidiariamente pelos créditos trabalhistas reconhecidos, inclusive horas extras, adicional por acúmulo de funções e indenização por dano moral, desde que decorrentes da relação de trabalho e do inadimplemento da empregadora. É exatamente o que a alternativa D aponta: o banco não é o empregador direto, mas pode ser acionado depois, se a prestadora não quitar a dívida. É aquela situação clássica de ‘primeiro cobra de quem contratou, depois vai bater na porta de quem se beneficiou do serviço’. O banco não entra como devedor principal, mas entra como garantidor subsidiário. Então, no caso narrado, a responsabilidade correta da instituição bancária é subsidiária por todos os créditos porventura deferidos. É a combinação prática entre a terceirização admitida pelo STF e a proteção do trabalhador contra o calote da prestadora.

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