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Direito do Trabalho · FGV · 2014

Questão comentada de Direito do Trabalho

Luiz Henrique é professor de Direito Constitucional e, durante o período letivo, precisará se afastar por dois meses para submeter-se a uma delicada cirurgia de emergência. Em razão disso, a faculdade contratou um professor substituto por esse período, valendo-se de uma empresa de contrato temporário. Diante da situação apresentada, considerando a jurisprudência consolidada do TST, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Aqui a ideia central é separar duas coisas que a banca adora misturar: terceirização e trabalho temporário. Não são a mesma figura. No trabalho temporário, regido pela Lei 6.019/1974, a empresa pode contratar trabalhador por prazo certo para substituir pessoal permanente ou atender demanda complementar de serviços. Ou seja, o foco não é a atividade em si ser 'fim' ou 'meio', mas sim a necessidade transitória da tomadora. No caso da questão, Luiz Henrique vai se afastar por dois meses por cirurgia. Isso gera uma substituição transitória, exatamente a hipótese clássica que autoriza a contratação temporária. Por isso, a faculdade pode recorrer a esse modelo para colocar um professor substituto nesse período, sem problema jurídico, desde que observados os requisitos legais do contrato temporário. A alternativa B está correta porque a lei admite a contratação temporária para substituir pessoal, inclusive em funções ligadas à atividade-fim. O ponto decisivo é a transitoriedade da necessidade, e não o rótulo da atividade. Em prova, pense assim: se a ausência é provisória, o ordenamento costuma permitir uma solução provisória também. A jurisprudência consolidada do TST acompanha essa lógica ao diferenciar a contratação temporária, lícita quando presentes seus requisitos legais, da simples terceirização irrestrita. Então, aqui o contrato é válido justamente porque a situação é de substituição temporária de professor afastado.

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