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Direito do Trabalho · FCC · 2022

Questão comentada de Direito do Trabalho

Vênus é recepcionista em uma clínica odontológica e, por razão do seu trabalho, precisa trabalhar uniformizada, realizando a troca de vestimenta na entrada e na saída, no vestiário da clínica. Nessa hipótese, sabendo-se que Vênus chega 10 minutos antes e sai 10 minutos depois da jornada contratual, para a realização da troca e destroca, com base no que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, a empregada

Gabarito: B

A CLT trata o tempo à disposição do empregador no art. 4º. Depois da Reforma Trabalhista, o §2º deixou bem claro que a troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa, não conta como jornada de trabalho. Em outras palavras: só porque a pessoa trocou de roupa na clínica, isso não vira automaticamente hora extra. O detalhe que resolve a questão é exatamente esse - a obrigatoriedade de trocar na empresa. Então, se Vênus se uniformiza nas dependências da clínica por mera opção ou conveniência, sem exigência do empregador, os 10 minutos antes e os 10 minutos depois não geram horas extras. Já se houvesse imposição patronal para a troca ocorrer ali, a lógica muda, porque aí pode haver tempo à disposição do empregador. É o tipo de pegadinha clássica da FCC: ela adora testar o texto literal do art. 4º, §2º, da CLT. Por isso, o gabarito é a letra B. A alternativa está alinhada ao comando legal: sem exigência de troca no local de trabalho, não há cômputo desse tempo como extraordinário.

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