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Direito do Trabalho · FCC · 2022

Questão comentada de Direito do Trabalho

Platão e Ísis são empregados da empresa de transportes Roda Roda Gira Mundo. Ambos trabalham no departamento financeiro da empresa, sendo que Ísis recebe salário 30% superior a Platão, que entende ser merecedor do mesmo salário que Ísis, uma vez que exercem idênticas funções. De acordo com previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, Platão deverá receber o mesmo salário que Ísis na hipótese de o trabalho de ambos ser desempenhado com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, sendo que a diferença de tempo de serviço deles na empresa

Gabarito: D

A regra de equiparação salarial na CLT está no art. 461. Em português claro: se dois empregados fazem o mesmo trabalho, com igual produtividade e perfeição técnica, e atuam para o mesmo empregador e no mesmo local, a diferença de salário pode cair. Não basta dizer “faz a mesma coisa”, porque a lei ainda olha para os critérios objetivos da função e do tempo. O ponto mais cobrado em prova é este: para haver direito ao mesmo salário, a diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não pode ser superior a 4 anos, e a diferença de tempo na função não pode ser superior a 2 anos. A banca adora trocar os números para ver se você escorrega no detalhe. No caso da questão, Platão só terá direito ao mesmo salário de Ísis se o trabalho for prestado com igual produtividade e mesma perfeição técnica, e se também forem respeitados esses limites temporais. Por isso, a alternativa D está correta: tempo de serviço na empresa até 4 anos e diferença de tempo na função até 2 anos. É a literalidade do art. 461 da CLT, após as alterações da Reforma Trabalhista. Resumo de prova: igualdade material do trabalho, mas com filtros objetivos. A lei não quer criar “paridade automática” só porque as tarefas parecem parecidas; ela exige os requisitos legais fechadinhos, sem improviso.

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