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Código de Ética da OAB · FGV · 2011

Questão comentada de Código de Ética da OAB

Crésio é procurado por cliente que já possui advogado constituído nos autos. Prontamente recusa a atuação até que seu cliente apresente a quitação dos honorários acordados e proceda à revogação dos poderes que foram conferidos para o exercício do mandato. Após cumpridas essas formalidades, comprovadas documentalmente, Crésio apresenta sua procuração nos autos e requer o prosseguimento do processo. À luz das normas aplicáveis, é correto afirmar que

Gabarito: C

Essa questão trata da relação entre colegas de profissão e da lealdade na substituição de advogado. A regra geral no Estatuto da OAB é que você não entra no processo como se o colega anterior não existisse: primeiro deve haver cuidado ético com a atuação já constituída, inclusive com a ciência do antecessor, salvo hipóteses excepcionais de urgência ou impedimento legítimo. No caso narrado, Crésio agiu corretamente ao recusar a atuação enquanto o cliente não comprovasse a quitação dos honorários e a revogação dos poderes do advogado anterior. Isso evita conflito ético e preserva o direito do colega que já estava no caso. A cobrança de honorários contratados e a eventual verba de sucumbência não desaparecem só porque houve troca de patrono. O ponto central cobrado pela FGV é o dever de urbanidade e lealdade entre advogados. O Código de Ética da OAB e o Estatuto da Advocacia exigem que, ao assumir causa já patrocinada por outro profissional, o novo advogado procure a ciência e, quando cabível, a autorização do antecessor, exatamente para evitar atuação sorrateira e captação antiética de clientela. Por isso, a alternativa C está correta: antes de assumir o mandato, o advogado deve procurar a ciência e autorização do antecessor. A lógica da OAB aqui é simples: trocar de advogado pode acontecer, mas sem apagar o colega da foto nem fingir que o processo começou do zero.

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