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Administração Financeira e Orçamentária (AFO) · SELECON · 2021

Questão comentada de Administração Financeira e Orçamentária (AFO)

A receita extraorçamentária é aquela que não integra o orçamento público, não se vincula à sua execução nem se constitui em renda do Estado. Pode-se afirmar que a renda extraorçamentária compreende os compromissos exigíveis cujo pagamento:

Gabarito: A

A receita extraorçamentária é aquela que não entra como receita do orçamento, porque o Estado apenas recebe e guarda valores que não lhe pertencem. Pense em dinheiro que passa pelo caixa público, mas não vira riqueza pública: cauções, depósitos, fianças, retenções e outras entradas transitórias. Por isso, a lógica aqui é de mera movimentação financeira, e não de arrecadação para custear despesas do governo. A característica central é essa: o Estado atua como depositário. Ele não é o dono do valor, apenas administra até que o valor seja devolvido, repassado ou regularizado. Como consequência, esse pagamento independe de autorização orçamentária, porque não se trata de despesa pública típica, e também não depende de autorização legislativa específica para existir como movimento extraorçamentário. É exatamente isso que a alternativa A descreve. Ela acerta ao dizer que o pagamento independe de autorização orçamentária e legislativa, e que o Estado é depositário desses valores que não lhe pertencem. Essa é a ideia clássica ensinada em AFO e alinhada à noção de entradas extraorçamentárias na doutrina e na prática contábil pública. Resumo de prova: se o valor entra no caixa, mas não é renda do Estado e não compõe o orçamento, desconfie da pegadinha. A banca costuma misturar esse tema com despesa orçamentária, mas aqui o ponto é simples: o dinheiro não é do Estado, então não faz sentido exigir a mesma lógica de autorização orçamentária.

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