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Administração Financeira e Orçamentária (AFO) · CETAP · 2023

Questão comentada de Administração Financeira e Orçamentária (AFO)

A atuação de diversos segmentos da sociedade em Conselhos Sociais e no Orçamento Participativo (OP) tornam os governos mais responsivos às necessidades dos cidadãos. Mesmo assim, a literatura recente aponta um declínio na adoção do OP, sobretudo, no Brasil. Pode-se apontar como razão para este fato:

Gabarito: C

O Orçamento Participativo (OP) é uma forma de aproximar a população das decisões sobre o uso do dinheiro público, permitindo que cidadãos ajudem a definir prioridades de investimento. Na teoria, ele melhora a responsividade do governo e fortalece o controle social. Na prática, porém, ele depende de um ambiente político e administrativo favorável para funcionar bem. Quando o orçamento é muito engessado, sobra pouca margem para decidir de forma real com a população. Em outras palavras: muita gente participa, mas quase nada pode ser efetivamente remanejado. Aí o OP perde força, porque vira mais consulta do que decisão. Esse é um dos motivos apontados pela literatura para a redução do uso do OP, especialmente no Brasil. Por isso, a alternativa correta é a C. A baixa flexibilidade na alocação de recursos do orçamento dificulta a incorporação das escolhas feitas pela sociedade, o que desestimula governos a adotarem ou manterem o processo. Em termos práticos, quanto menor a liberdade para deslocar despesas, menos espaço há para executar prioridades definidas no OP. Doutrinariamente, isso se conecta à ideia de que o orçamento público é marcado por vinculações legais, despesas obrigatórias e restrições fiscais, o que limita a discricionariedade do gestor. Então, mesmo com boa intenção democrática, sem margem orçamentária o OP fica com a corda curta.

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