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Administração Financeira e Orçamentária (AFO) · FGV · 2025

Questão comentada de Administração Financeira e Orçamentária (AFO)

A aplicação da técnica de Orçamento Base Zero para a elaboração do orçamento público exige

Gabarito: E

O Orçamento Base Zero (OBZ) é a lógica de começar do zero a cada ciclo: em vez de simplesmente repetir o que já foi gasto antes e ir “ajustando para cima”, a Administração precisa justificar cada despesa como se ela estivesse sendo proposta pela primeira vez. É como se o orçamento não tivesse memória afetiva: tudo precisa provar sua necessidade. Isso o diferencia do orçamento incremental, que parte do orçamento anterior e faz pequenos acréscimos ou cortes. Por isso, a essência do OBZ é a justificação detalhada de todas as dotações, anualmente, independentemente do que foi orçado no passado. Cada programa, ação ou despesa precisa demonstrar finalidade, custo e prioridade. A ideia é aumentar racionalidade, revisar gastos automáticos e evitar a famosa inércia orçamentária. Na prática do setor público, o OBZ não elimina as regras do processo orçamentário brasileiro, como planejamento, legalidade e participação dos Poderes. Ele só muda a forma de construir a proposta: sai o “foi assim no ano passado, então vamos manter”, entra o “por que isso deve existir agora?”. É por isso que o gabarito é a letra E. Ela traduz exatamente o núcleo do orçamento base zero: justificar tudo de novo, a cada exercício, sem depender dos valores anteriores. A banca FGV costuma cobrar essa diferença em relação ao incrementalismo, então vale guardar: OBZ olha para a necessidade atual; orçamento incremental olha muito para o histórico.

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