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Administração Financeira e Orçamentária (AFO) · FGV · 2024

Questão comentada de Administração Financeira e Orçamentária (AFO)

O trecho a seguir foi extraído da LOA 2023 de um Estado da Federação: “Art. 2º A receita total estimada nos orçamentos fiscal e da seguridade social somam R$ 17.142.931.453,00 (dezessete bilhões, cento e quarenta e dois milhões, novecentos e trinta e um mil e quatrocentos e cinquenta e três reais).” O trecho em destaque indica que:

Gabarito: E

Na LOA, a receita total estimada é o número que organiza o filme inteiro: é com base nela que o Estado planeja quanto deve entrar para financiar suas despesas. Pela lógica da Lei nº 4.320/1964 e da Constituição, a lei orçamentária estima receitas orçamentárias, e essa estimativa não se limita só a receitas que aumentam o patrimônio líquido. Aqui entra a sacada da questão: a previsão da receita no orçamento considera tanto receitas efetivas quanto não efetivas. As efetivas aumentam o patrimônio líquido, como a receita tributária; as não efetivas não geram, em regra, esse aumento, como ocorre em operações de crédito, que entram no orçamento como receita de capital. Ou seja, o orçamento não faz “filtro moral” da receita: ele estima tudo o que será arrecadado dentro da classificação orçamentária. Por isso a alternativa E está correta. O texto da LOA ao falar em “receita total estimada” está abrangendo o conjunto das receitas orçamentárias do ente, e não apenas as receitas efetivas. Em prova de AFO, quando aparecer “estimada” ou “prevista” na LOA, pense na previsão global da arrecadação orçamentária, não em um recorte só patrimonial. Resumo de bolso: receita efetiva altera o patrimônio líquido; receita não efetiva não altera, mas ambas podem constar na estimativa da LOA. A banca FGV gosta justamente dessa distinção entre natureza contábil da receita e sua inclusão no orçamento.

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