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Administração Financeira e Orçamentária (AFO) · FGV · 2022

Questão comentada de Administração Financeira e Orçamentária (AFO)

A elaboração dos instrumentos de planejamento e orçamento é mandatória para os entes públicos das três esferas de governo, que deve se basear nos chamados princípios orçamentários. A responsabilidade e diligência no processo de planejamento, que tem como consequência a inclusão de autorização de ações públicas da forma mais abrangente possível, está relacionada ao princípio do(a):

Gabarito: E

Quando a banca fala em princípios orçamentários, ela quer saber qual regra orienta a forma de montar o orçamento público. Aqui, a expressão-chave é "inclusão de autorização de ações públicas da forma mais abrangente possível", isto é, colocar no orçamento tudo aquilo que precise de autorização legislativa para gastar. Isso é exatamente a ideia do princípio da universalidade. Pela universalidade, a lei orçamentária deve conter todas as receitas e todas as despesas do ente público, sem deixar pedaços fora do papel. Assim, o Parlamento consegue enxergar o quadro completo e controlar a programação financeira do governo. Na doutrina clássica, isso evita orçamento "mutilado" ou com despesas escondidas em outros instrumentos. Na prática, a Constituição e a legislação orçamentária caminham nessa linha ao exigir que o orçamento seja completo e transparente. O entendimento também aparece de forma reiterada na doutrina de Direito Financeiro: quanto mais ampla a peça orçamentária, maior a possibilidade de controle e planejamento responsável. Por isso o gabarito é a letra E. A própria frase da questão, ao falar em responsabilidade e diligência no planejamento e em inclusão mais abrangente de ações públicas, descreve a universalidade, que busca justamente abarcar o maior conjunto possível de receitas e despesas na lei orçamentária.

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