Observe a afirmativa a seguir: “Toda despesa leva o gestor público a analisar seu impacto (para o exercício em que ocorrer e os dois seguintes), observando, sobretudo, sua adequação orçamentária. A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas”. Tal afirmativa diz respeito ao princípio da(do):
- A)Eficiência.
Errada, porque eficiência trata de melhor uso dos recursos com menor custo e maior resultado, não da análise cautelosa do impacto fiscal futuro.
- B)Prudência.
Certa, porque a afirmativa descreve uma atuação cautelosa, preventiva e voltada ao equilíbrio das contas públicas, que corresponde à prudência na gestão fiscal.
- C)Moralidade.
Errada, porque moralidade se relaciona à ética, honestidade e probidade administrativa, e não ao cálculo do impacto orçamentário da despesa.
- D)Conservadorismo.
Errada, porque conservadorismo é uma ideia genérica de cautela, mas a afirmativa é mais específica e remete ao princípio da prudência na gestão fiscal.
Gabarito: B
Essa afirmativa aponta para uma postura de cautela na gestão pública: antes de gastar, o gestor precisa olhar o impacto da despesa no presente e nos dois exercícios seguintes, além de verificar se há compatibilidade com o orçamento e com a responsabilidade fiscal. Isso traduz a ideia de agir com cuidado para não comprometer o equilíbrio das contas públicas. Na prática, é o famoso "não sair gastando no impulso" do setor público. O ponto central está na análise preventiva de riscos e na correção de desvios, exatamente como a Lei de Responsabilidade Fiscal exige ao tratar da gestão fiscal responsável, planejada e transparente. Esse raciocínio é típico do princípio da prudência, que orienta decisões conservadoras quando há risco de afetar a saúde financeira do Estado. Por isso, o gabarito é a alternativa B. A afirmativa não está falando de eficiência, nem de moralidade, nem de conservadorismo em sentido amplo, mas sim de cautela técnica na decisão orçamentária e fiscal. Em linguagem de prova: planejar, prever o impacto e evitar desequilíbrio é prudência.