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Administração Financeira e Orçamentária (AFO) · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Administração Financeira e Orçamentária (AFO)

Se a ocorrência de catástrofes naturais tem sazonalidade conhecida no ente federativo afetado, as ações para mitigar seus efeitos, assim como as despesas decorrentes, devem ser

Gabarito: D

Quando um ente federativo já sabe que certo tipo de catástrofe natural acontece com sazonalidade conhecida, não faz sentido tratar isso como surpresa contábil. A lógica da LRF é justamente planejar o que é previsível e deixar os mecanismos de prevenção e resposta aparecendo no ciclo orçamentário. Por isso, as ações para mitigar os efeitos e as despesas correspondentes devem ser previstas na LDO e na LOA, para que o gestor já nasça com a despesa no papel e não tente improvisar depois. A LRF trabalha com planejamento, transparência e equilíbrio. A LDO orienta a elaboração do orçamento e a LOA autoriza a despesa. Se o risco é recorrente e conhecido, ele deve ser incorporado ao planejamento anual, em vez de ser tratado como algo excepcional e incerto. Isso combina com a ideia de gestão fiscal responsável: prever antes para não remendar depois. O ponto da questão é que não estamos diante de um evento inesperado e meramente hipotético. Se a sazonalidade é conhecida, a Administração já consegue organizar ações preventivas, estoque, logística, resposta emergencial e a dotação necessária. Em prova, isso costuma cair como distinção entre risco imprevisível, que vai para o anexo de riscos fiscais, e despesa previsível, que precisa estar no orçamento. Então, o gabarito D está correto porque a despesa e as ações de enfrentamento devem constar no planejamento orçamentário do ente, especialmente na LDO e na LOA, e não ficar jogadas como um susto de última hora.

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