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Perito Criminal, Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS)

O edital de Perito Criminal do Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) cobra 16 matérias. As de maior peso são Português, Raciocínio Lógico, Informática. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.

Remuneração inicial: Varia por estado: ~R$ 10 mil a ~R$ 28 mil (Perito Criminal estadual; o valor muda por estado e chega a passar de R$ 40 mil no topo da carreira, confira o edital)Base: Tabelas de remuneração das Polícias Civis/Científicas estaduais (portais de transparência), referência 2026. Confira o edital vigente.

Perito Criminal no RS é IGP, não Polícia Civil comum: prova técnica, banca Fundatec e Criminalística decidindo a vaga.

Matérias
16
Órgão
IGP-RS (autônomo)
Banca recente
Fundatec
Maior peso
Criminalística + Medicina Legal
Você não está estudando para a Polícia Civil comum

O ponto que mais muda a sua preparação: o Perito Criminal do RS pertence ao IGP-RS, órgão autônomo de perícia, não à Polícia Civil operacional. Isso significa edital próprio, banca Fundatec e conteúdo fortemente técnico-pericial, com Criminalística e Medicina Legal decidindo a aprovação. Estudar pelo edital de inspetor ou escrivão é o erro clássico de quem confunde os dois certames.

O que o Perito Criminal faz no dia a dia

O Perito Criminal do Rio Grande do Sul é a pessoa que traduz vestígio em prova. Você vai a local de crime, coleta e interpreta evidências, faz exames técnico-científicos e assina laudos que têm fé pública e peso decisivo em processo judicial. Na prática, o trabalho é multidisciplinar: balística, exame de local de homicídio, perícia em incêndios e explosões, documentoscopia, perícia contábil, computação forense, engenharia, química e meio ambiente, conforme a sua área de formação.

Pontos que definem a rotina:

  • Atuação com autonomia técnica, científica e funcional (o STF reconheceu a constitucionalidade dessa garantia para peritos oficiais).
  • Plantões e deslocamentos a locais de crime, muitas vezes em situações sensíveis.
  • Produção de laudo que pode sustentar ou derrubar uma acusação, com responsabilidade pessoal sobre o que você assina.

Atenção: é IGP-RS, não a Polícia Civil operacional

Esse é o detalhe que mais confunde candidato no RS. O Perito Criminal não integra a carreira de delegado, inspetor ou escrivão da Polícia Civil. Ele pertence ao Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS), um órgão autônomo de segurança pública, com estrutura, orçamento e concurso próprios, ligado à Secretaria da Segurança Pública. Confundir os dois leva a estudar o edital errado: o certame de Escrivão e Inspetor da PC-RS é separado do concurso do IGP-RS.

Consequência direta: o conteúdo é fortemente técnico-pericial, e não focado em investigação policial clássica.

A banca e o perfil da prova

A banca do certame mais recente do IGP-RS foi a Fundatec, organizadora gaúcha conhecida por provas objetivas claras, sem pegadinhas exageradas, mas exigentes em letra de lei e em detalhe técnico. O perfil pede precisão: a Fundatec costuma cobrar texto da norma e aplicação científica direta, premiando quem domina a literalidade e o raciocínio técnico em vez de quem decora resumo superficial.

Estrutura típica da prova objetiva (concurso 2025):

  • Conhecimentos Gerais (25 questões): Português (10), Legislação Aplicada (5), Inglês (5), Raciocínio Lógico (5), Informática (5).
  • Conhecimentos Específicos (40 questões): Criminalística (30) e Medicina Legal (10).
  • Redação (texto dissertativo-argumentativo, 15 a 30 linhas), aplicada junto da objetiva.

A prova tem corte por bloco: você precisa atingir o mínimo em Conhecimentos Gerais e, separadamente, em Conhecimentos Específicos. Não dá para compensar um bloco fraco com o outro.

Matérias de maior peso e prioridade

A conta é simples: Específicas decidem o jogo. Criminalística sozinha vale 30 das 65 questões, e somada à Medicina Legal forma o bloco que tem corte próprio. Quem trata Específicas como prioridade absoluta larga na frente.

Ordem de ataque sugerida:

  • Criminalística primeiro e sempre: local de crime, vestígios, balística, documentoscopia, identificação, cadeia de custódia (art. 158-A e seguintes do CPP).
  • Medicina Legal logo em seguida: lesões, tanatologia, sexologia forense, conceitos que se cruzam com a Criminalística.
  • Legislação Aplicada com viés local: legislação do IGP-RS e a carreira pericial (a estrutura da carreira segue normas estaduais como a LC 10.098/1994 e leis específicas do Instituto), além do recorte de perícia oficial no CPP.
  • Português e Raciocínio Lógico como base que não pode falhar, porque sustentam o corte do bloco de Conhecimentos Gerais.

Nível, remuneração e etapas

É cargo de nível superior, e a graduação exigida varia por área (entre elas Engenharias, Química, Biologia/Biomedicina/Farmácia, Computação/Computação Forense, Contabilidade/Economia, Veterinária, Odontologia, Geologia, Psicologia, entre outras). A remuneração inicial é alta para o serviço público estadual, na faixa dos R$ 17 mil, o que ajuda a explicar a concorrência.

Etapas do certame do IGP-RS (modelo 2025):

  • Prova teórico-objetiva e redação (classificatória e eliminatória).
  • Avaliação psicológica (eliminatória).
  • Análise de vida pregressa / investigação social (eliminatória), com apresentação de certidões e comprovação de idoneidade.
  • Análise de títulos (classificatória) para Perito Criminal.
  • Curso de Formação Profissional após a posse, com carga entre 360 e 720 horas-aula, integrando o período probatório.

Repare numa diferença importante: o Perito Criminal do IGP-RS, no modelo recente, não passou por TAF (teste de aptidão física), ao contrário de carreiras operacionais. O filtro pesado fica na prova técnica, na psicológica e na investigação social.

Matérias do edital

#MatériaQuestões no acervo
1Português113.268
2Raciocínio Lógico19.866
3Informática40.187
4Atualidades11.556
5Direito Constitucional45.442
6Direito Administrativo65.476
7Direito Penal16.427
8Direito Processual Penal11.310
9Direitos Humanos3.160
10Criminalistica743
11Medicina Legal3.692
12Criminologia741
13Biologia11.105
14Química8.246
15Física3.481
16Estatística5.521

Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.

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Perguntas frequentes

Quanto ganha o Perito Criminal?

Varia por estado: ~R$ 10 mil a ~R$ 28 mil, Perito Criminal estadual; o valor muda por estado e chega a passar de R$ 40 mil no topo da carreira, confira o edital. Valor de referência (2026); confira sempre o edital e a tabela vigente.

Quais matérias caem no concurso Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) para Perito Criminal?

Pelo edital, o cargo de Perito Criminal cobra 16 matérias: Português, Raciocínio Lógico, Informática, Atualidades, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direitos Humanos, Criminalistica, Medicina Legal, Criminologia, Biologia, Química, Física, Estatística.

Por onde começar a estudar para Perito Criminal?

Comece pelas matérias de maior peso no edital (Português, Raciocínio Lógico, Informática) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.

Onde treinar questões para o concurso Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS)?

No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.

O Perito Criminal do RS faz parte da Polícia Civil?

Não diretamente. No Rio Grande do Sul, o Perito Criminal integra o Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS), um órgão autônomo de segurança pública com concurso, orçamento e estrutura próprios, separado da carreira de delegado, inspetor e escrivão da Polícia Civil.

Qual banca organiza o concurso e quais matérias têm mais peso?

O certame recente do IGP-RS foi organizado pela Fundatec. O maior peso está nas Específicas: Criminalística (30 questões) e Medicina Legal (10 questões), que formam um bloco com corte próprio, separado do bloco de Conhecimentos Gerais.

Tem teste de aptidão física (TAF) para Perito Criminal no IGP-RS?

No modelo do concurso mais recente, não. As etapas eliminatórias foram a prova objetiva e redação, a avaliação psicológica e a investigação social, além da análise de títulos e do Curso de Formação após a posse. O filtro principal é técnico, não físico.

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