Cultura
Organizacional
e Mudança
A última aula da disciplina. Edgar Schein (1985) e os 3 níveis (artefatos, valores, pressupostos). 6 dimensões de Hofstede. CVF de Cameron e Quinn (clã, adhocracia, mercado, hierarquia). Tipologia de Charles Handy. Modelos de mudança (Lewin, Kotter, ADKAR, McKinsey 7S). Cultura no setor público brasileiro. Inovação, DE&I e o Decreto 9.203/2017.
Sumário
Esta é a aula final da disciplina. Cultura organizacional é o "sistema operacional" invisível das organizações. Você vai dominar os autores fundadores (Schein, Hofstede, Cameron e Quinn, Handy), os modelos de mudança (Lewin, Kotter, ADKAR), os desafios brasileiros (cultura híbrida) e as agendas contemporâneas (inovação, DE&I).
- p. 04Conceito e níveis (Edgar Schein)Artefatos visíveis, valores expostos, pressupostos básicos
- p. 076 dimensões de HofstedeDistância de poder, individualismo, masculinidade, incerteza, longo prazo, indulgência
- p. 11Tipologias: Cameron & Quinn, HandyCVF (clã, adhocracia, mercado, hierarquia); zeus, apolo, atenas, dionísio
- p. 14Modelos de mudança organizacionalKurt Lewin (1947), Kotter (8 etapas), ADKAR (Prosci), McKinsey 7S
- p. 18Resistência à mudança e liderançaCausas, abordagens. Liderança transformacional, servidora, autêntica
- p. 22Cultura no setor público brasileiroHibridismo: patrimonial residual + burocrática + gerencial + societal
- p. 26Inovação no setor públicoLaboratórios, design thinking, hackathons. Cultura ágil. ENAP
- p. 30DE&I e marcos contemporâneosDiversidade, equidade, inclusão. Decreto 9.203/2017, PNDP, EFD
- p. 34Mapa mental, revisão e questões comentadas10 questões fechando a disciplina
O que você vai aprender
Operar a definição clássica de Edgar Schein ("Organizational Culture and Leadership", 1985). Distinguir artefatos visíveis, valores expostos e pressupostos básicos.
Aplicar Geert Hofstede ("Culture's Consequences", 1980): distância de poder, individualismo/coletivismo, masculinidade/feminilidade, aversão à incerteza, orientação de longo prazo, indulgência/restrição.
Operar Cameron e Quinn (Competing Values Framework): clã, adhocracia, mercado, hierarquia. E Charles Handy: zeus (poder), apolo (papéis), atenas (tarefa), dionísio (pessoa).
Aplicar Kurt Lewin (1947): descongelar → mudar → recongelar. John Kotter (1996): 8 etapas. ADKAR (Prosci): Awareness, Desire, Knowledge, Ability, Reinforcement. McKinsey 7S.
Compreender causas da resistência (medo, perda, hábito). Aplicar liderança transformacional (Bass, Burns), servidora (Greenleaf), autêntica.
Identificar o hibridismo brasileiro: patrimonial-burocrático residual + burocrático clássico + gerencial + societal. Doutrina: Bresser, Falcão Martins, Pizza Junior, Paes de Paula.
Conhecer laboratórios de inovação (LabInovaGov, Lab.Rio), design thinking aplicado, hackathons, cultura ágil. Papel da ENAP.
Aplicar Diversidade, Equidade e Inclusão como dimensão cultural. Decreto 9.203/2017, PNDP (Decreto 9.991/2019), EFD (Decreto 10.531/2020).
Dica do Fuffu
Esta é a aula final. Aqui você fecha a disciplina. Foco nos autores fundadores: Schein (3 níveis), Hofstede (6 dimensões), Cameron e Quinn (CVF), Handy (4 culturas). E nos modelos de mudança: Lewin (3 fases), Kotter (8 etapas), ADKAR. CESPE adora cobrar autores. Decora os pares autor-conceito.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 011 Cultura organizacional
Edgar Schein - definição clássica
O conceito mais difundido de cultura organizacional é o de Edgar Schein ("Organizational Culture and Leadership", 1985). Definição:
"Cultura organizacional é o padrão de pressupostos básicos que um grupo aprendeu, ao resolver seus problemas de adaptação externa e integração interna, e que funcionou suficientemente bem para ser considerado válido e ensinado a novos membros como a maneira correta de perceber, pensar e sentir em relação a esses problemas."
Os 3 níveis de Schein
Schein propõe que a cultura se manifesta em 3 níveis:
- Artefatos visíveis (artifacts): aspectos visíveis e palpáveis. Incluem:
- Arquitetura, layout do espaço, móveis.
- Vestimenta, comportamento observável.
- Linguagem, jargões, histórias contadas.
- Rituais, cerimônias.
- Documentos, manuais, declarações.
- Valores expostos (espoused values): princípios declarados pela organização. Incluem:
- Missão, visão, valores explícitos.
- Estratégias formuladas.
- Filosofias e ideologias declaradas.
- Códigos de conduta.
- Pressupostos básicos subjacentes (underlying assumptions): crenças profundas, inconscientes, que orientam comportamento real. Mais difíceis de identificar e mudar. Incluem:
- Visão sobre natureza humana.
- Concepções sobre tempo e espaço.
- Pressupostos sobre relacionamentos.
- Crenças tácitas sobre como as coisas devem ser.
Importância dos níveis
A cultura é mais profunda do que parece. Os artefatos são fáceis de ver mas difíceis de interpretar. Os valores expostos são declarados mas nem sempre vividos. Os pressupostos são os reais condutores do comportamento, mas inconscientes.
Mudança cultural verdadeira exige atuar nos pressupostos, não apenas nos artefatos. Por isso é difícil e lenta.
Funções da cultura
Schein identifica funções da cultura organizacional:
- Adaptação externa: como a organização lida com o ambiente.
- Integração interna: como os membros se relacionam.
- Redução de ansiedade: padrões de comportamento dão segurança.
- Identidade: senso de pertencimento.
- Sentido: explicação de fatos e decisões.
Outros autores fundadores
- Andrew Pettigrew (1979): introdutor do tema cultura organizacional na pesquisa acadêmica.
- Charles Handy: tipologia de 4 culturas (zeus, apolo, atenas, dionísio).
- Geert Hofstede: dimensões culturais nacionais e organizacionais.
- Cameron e Quinn: Competing Values Framework (CVF).
- Deal e Kennedy (1982): 4 tipos culturais.
- Tom Peters e Robert Waterman ("In Search of Excellence", 1982): cultura forte como diferencial.
Cultura forte × cultura fraca
Distinção comum:
- Cultura forte: valores compartilhados e profundamente enraizados. Coerência. Consistência. Pode ser positiva (mobiliza) ou negativa (resiste a mudanças).
- Cultura fraca: valores difusos, pouco compartilhados. Menor coerência. Mais flexível, mas com menos identidade.
Subculturas
Em organizações grandes, existem subculturas: variações culturais por unidade, departamento, profissão, geração. Em AP, é comum: cultura do TI ≠ cultura financeira ≠ cultura jurídica. Schein discute como a cultura geral coexiste com subculturas.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Decora: Edgar Schein (1985) + 3 níveis: artefatos visíveis (o que se vê), valores expostos (o que se diz), pressupostos básicos (o que se acredita inconscientemente). Mudança cultural exige atuar no nível mais profundo, por isso é difícil. CESPE pede frequentemente os 3 níveis com exemplos.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022 Dimensões de Hofstede
Geert Hofstede - origem
O psicólogo holandês Geert Hofstede conduziu estudo seminal entre 1967 e 1973 com mais de 116.000 funcionários da IBM em 40 países. Resultado: identificação de dimensões culturais que distinguem culturas nacionais (e organizacionais). Marco: "Culture's Consequences" (1980).
Inicialmente 4 dimensões. Posteriormente, expandidas para 6.
Dimensão 1: Distância de poder (Power Distance Index - PDI)
Mede o quanto os membros de uma cultura aceitam a desigualdade de poder. Alta: hierarquias rígidas, autoridade incontestável. Baixa: relações mais horizontais, autoridade questionável.
- Brasil: alta (~69).
- Países nórdicos: baixa.
Dimensão 2: Individualismo × Coletivismo (IDV)
Mede a relação entre indivíduo e grupo. Individualismo: laços frouxos, interesses pessoais. Coletivismo: laços fortes, lealdade ao grupo.
- EUA: alto individualismo.
- Brasil: tendência ao coletivismo (~38).
- Ásia oriental: forte coletivismo.
Dimensão 3: Masculinidade × Feminilidade (MAS)
Mede orientação cultural. Masculina: competição, sucesso, assertividade. Feminina: cooperação, qualidade de vida, cuidado.
- Japão: muito masculino.
- Suécia: muito feminina.
- Brasil: intermediário (~49).
Dimensão 4: Aversão à incerteza (UAI)
Mede tolerância à ambiguidade. Alta aversão: necessidade de regras, planejamento, segurança. Baixa: tolerância a riscos, flexibilidade.
- Brasil: alta aversão (~76). Cultura busca regular tudo.
- Singapura: baixa.
Dimensão 5: Orientação de longo prazo (LTO)
Mede horizonte temporal. Longo prazo: economia, perseverança. Curto prazo: tradições, satisfação imediata.
- China: alta orientação de longo prazo.
- Brasil: intermediário-baixo (~44).
Dimensão 6: Indulgência × Restrição (IVR)
Acrescentada em estudos posteriores. Indulgência: gratificação livre, desfrute. Restrição: contenção, normas sociais rígidas.
- Brasil: alta indulgência (~59).
- Países asiáticos: alta restrição.
Aplicação ao Brasil
O perfil cultural brasileiro segundo Hofstede:
- Alta distância de poder: tradição hierárquica.
- Tendência ao coletivismo: importância do grupo, família, "jeitinho".
- Masculinidade intermediária: equilíbrio entre competição e cuidado.
- Alta aversão à incerteza: muita regulação.
- Orientação curto-médio prazo.
- Indulgência alta: cultura mais expressiva.
Implicações para AP brasileira: estrutura hierárquica forte, dificuldade com mudanças (alta aversão à incerteza), valorização de relacionamentos pessoais (coletivismo).
Críticas a Hofstede
Doutrina crítica:
- Generalização excessiva (cultura nacional ≠ cultura individual).
- Estudo restrito à IBM (viés organizacional).
- Mudanças culturais ao longo do tempo não captadas.
- Categorias podem reforçar estereótipos.
Apesar das críticas, é referência mundial e frequentemente cobrado em provas.
Outros pesquisadores comparativos
- Fons Trompenaars: 7 dimensões culturais.
- Robert House: estudo GLOBE (House et al., 2004) - 9 dimensões culturais e 6 estilos de liderança.
- Edward Hall: contexto alto × baixo, tempo monocrônico × policrônico.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Cuidado: Hofstede tem 6 dimensões (originalmente 4, depois 5, finalmente 6). Decora: distância de poder, individualismo/coletivismo, masculinidade/feminilidade, aversão à incerteza, orientação longo prazo, indulgência/restrição. CESPE adora trocar com Trompenaars (7 dimensões) ou GLOBE (9 dimensões).
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033 Tipologias culturais
Competing Values Framework (CVF) - Cameron e Quinn
Kim Cameron e Robert Quinn ("Diagnosing and Changing Organizational Culture", 1999, com edições posteriores) propõem o CVF (Competing Values Framework). Articula 2 dimensões:
- Foco interno × foco externo.
- Flexibilidade × estabilidade/controle.
Cruzamento das duas dimensões gera 4 tipos culturais:
- Cultura de Clã (Collaborate): foco interno + flexibilidade. Família, mentoria, desenvolvimento de pessoas. Ex: organizações tradicionais, ONGs, alguns órgãos públicos com forte coesão interna.
- Cultura de Adhocracia (Create): foco externo + flexibilidade. Inovação, dinamismo, empreendedorismo. Ex: startups, laboratórios de pesquisa, equipes de inovação no setor público (LabInovaGov).
- Cultura de Mercado (Compete): foco externo + estabilidade. Resultados, competitividade, foco no cliente. Ex: empresas privadas competitivas, agências reguladoras com pressão de mercado.
- Cultura Hierárquica (Control): foco interno + estabilidade. Estrutura, regras, eficiência, padronização. Ex: AP brasileira tradicional, organizações burocráticas clássicas.
Aplicação no setor público
A AP brasileira é predominantemente hierárquica (cultura de controle). Mas há nichos com outras culturas:
- Hierárquica: ministérios, agências, órgãos clássicos.
- Adhocrática: laboratórios de inovação, equipes de digital, OS, OSCIP.
- Clã: alguns conselhos, organizações comunitárias do terceiro setor.
- Mercado: estatais que competem (Petrobras, Banco do Brasil), agências reguladoras.
Tipologia de Charles Handy
Charles Handy ("Understanding Organizations", 1976) propôs tipologia baseada em deuses gregos:
- Cultura de Zeus (poder): centralizada na liderança forte. Decisões rápidas, mas dependência da figura central. Ex: pequenas empresas familiares, alguns gabinetes políticos.
- Cultura de Apolo (papéis): organização burocrática clássica. Estrutura formal, papéis definidos, regras. Ex: AP tradicional, grandes corporações burocráticas. Cultura clássica do setor público brasileiro.
- Cultura de Atena (tarefa): foco em projetos, tarefas, expertise. Trabalho em equipes. Ex: consultorias, equipes de projeto, laboratórios.
- Cultura de Dionísio (pessoa): organização existe para servir aos indivíduos. Profissionais autônomos. Ex: sociedades de advogados, clínicas médicas, universidades em alguns aspectos.
Tipologia de Deal e Kennedy (1982)
Terrence Deal e Allan Kennedy ("Corporate Cultures", 1982) propõem 4 tipos baseados em 2 variáveis: nível de risco × velocidade do feedback. 4 culturas:
- Macho (tough-guy macho): alto risco + feedback rápido. Polícia, cirurgiões, esportes profissionais.
- Trabalhe duro / jogue duro (work hard, play hard): baixo risco + feedback rápido. Vendas, fast food.
- Aposte alto (bet your company): alto risco + feedback lento. Petróleo, bancos de investimento, defesa.
- Processo (process): baixo risco + feedback lento. Bancos, seguradoras, AP. Setor público clássico se encaixa aqui.
Outras tipologias
- Trompenaars e Hampden-Turner: 4 culturas - família, torre Eiffel, foguete, incubadora.
- O'Reilly e Chatman: OCP - Organizational Culture Profile.
- Schneider: 4 culturas centrais.
Como diagnosticar
Cameron e Quinn propõem o OCAI (Organizational Culture Assessment Instrument): questionário com 6 dimensões (características dominantes, liderança, gestão de pessoas, coesão, ênfase estratégica, critérios de sucesso). Aplica-se internamente para mapear cultura atual e desejada.
Aplicação prática
O diagnóstico cultural orienta:
- Comunicação interna.
- Gestão de mudanças.
- Recrutamento e seleção (fit cultural).
- Liderança e desenvolvimento.
- Estratégia organizacional.
Em órgãos públicos, identificar a cultura predominante ajuda a planejar reformas e programas de modernização.
Alerta do Examinador
Decora: CVF (Cameron e Quinn): clã, adhocracia, mercado, hierarquia. Handy: zeus (poder), apolo (papéis), atenas (tarefa), dionísio (pessoa). Deal e Kennedy: macho, trabalhe duro/jogue duro, aposte alto, processo. CESPE adora cobrar autores e tipos. Setor público clássico = hierárquica/apolo/processo.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044 Modelos de mudança
Kurt Lewin (1947) - 3 fases
Kurt Lewin, psicólogo social germano-americano, é considerado o pai da gestão da mudança. Em "Frontiers in Group Dynamics" (1947), propôs o modelo das 3 fases:
- Descongelar (Unfreeze): criar consciência da necessidade de mudar. Romper o equilíbrio atual. Mostrar problemas e oportunidades.
- Mudar (Change/Move): implementar as mudanças. Novos comportamentos, processos, estruturas. Fase de transição com instabilidade.
- Recongelar (Refreeze): estabilizar a nova situação. Consolidar mudanças. Tornar o novo "padrão" da organização.
Modelo simples e muito influente. Base para modelos posteriores.
Análise de campo de forças (Lewin)
Lewin também propôs a análise de campo de forças: identificar forças que impulsionam a mudança (driving forces) e forças que resistem a ela (restraining forces). Mudança ocorre quando forças impulsionadoras superam restritivas.
John Kotter (1996) - 8 etapas
John Kotter ("Leading Change", 1996) ampliou o modelo de Lewin. 8 etapas para liderar mudanças:
- Estabelecer senso de urgência: comunicar por que a mudança é necessária agora.
- Formar coalizão poderosa: reunir liderança que pode conduzir.
- Criar visão e estratégia: definir aonde se quer chegar e como.
- Comunicar a visão: massivamente, por todos os canais.
- Empoderar para ação ampla: remover obstáculos, permitir iniciativa.
- Gerar vitórias de curto prazo (quick wins): mostrar resultados rápidos.
- Consolidar ganhos e produzir mais mudança: não declarar vitória cedo demais.
- Ancorar na cultura: tornar a mudança parte do "jeito de ser" da organização.
Em "Accelerate" (2014), Kotter atualizou o modelo para ambientes de mudança contínua.
ADKAR (Prosci)
O modelo ADKAR, criado pela consultoria Prosci, foca na mudança individual. Acrônimo:
- A - Awareness (consciência): a pessoa precisa entender por que mudar.
- D - Desire (desejo): motivação pessoal para mudar.
- K - Knowledge (conhecimento): saber o que fazer.
- A - Ability (habilidade): capacidade de fazer.
- R - Reinforcement (reforço): estímulos para sustentar a mudança.
ADKAR é amplamente usado em programas de gestão de mudança.
McKinsey 7S
Modelo proposto pela consultoria McKinsey nos anos 1980 (Tom Peters, Robert Waterman, Anthony Athos, Richard Pascale). Para mudança bem-sucedida, é necessário alinhar 7 elementos:
- Strategy: estratégia.
- Structure: estrutura.
- Systems: sistemas e processos.
- Style: estilo de liderança.
- Staff: pessoas.
- Skills: competências.
- Shared Values: valores compartilhados (no centro).
Os 3 primeiros são "elementos duros" (fáceis de definir); os 4 últimos são "elementos macios" (cultura, pessoas, valores). Mudança requer alinhar todos.
Modelo de Bridges
William Bridges ("Managing Transitions", 1991) propõe distinção entre mudança (situacional, externa) e transição (psicológica, interna). 3 fases da transição:
- Final (ending): luto pelo que se perde.
- Zona neutra: incerteza, exploração.
- Novo começo: integração ao novo.
Modelo de Schein
Schein também tem modelo de mudança cultural, articulado em 3 fases (similar a Lewin):
- Descongelamento: motivação para mudar.
- Mudança via reestruturação cognitiva: aprendizado de novos pressupostos.
- Recongelamento: integração e estabilização.
Mudança planejada × emergente
Doutrina contemporânea distingue:
- Mudança planejada (Lewin, Kotter): top-down, com plano formal, etapas definidas.
- Mudança emergente (Mintzberg): surge da prática, adaptativa, contínua.
Realidade mistura ambas. Em ambientes voláteis (VUCA), a mudança emergente ganha protagonismo.
VUCA e BANI
- VUCA: Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity. Termo militar dos anos 1990, popularizado em gestão.
- BANI: Brittle, Anxious, Non-linear, Incomprehensible. Termo proposto por Jamais Cascio (2020), evolução do VUCA para o pós-pandemia.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Decora: Lewin (1947): 3 fases - descongelar, mudar, recongelar. Kotter (1996): 8 etapas. ADKAR (Prosci): Awareness, Desire, Knowledge, Ability, Reinforcement. McKinsey 7S: Strategy, Structure, Systems, Style, Staff, Skills, Shared Values. CESPE adora pares autor-modelo. Em prova federal contemporânea, esses são os mais cobrados.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055 Resistência e liderança
Resistência à mudança
A resistência à mudança é fenômeno previsível em qualquer processo de transformação. Causas (Kotter, Schein, Pizza Junior):
- Medo do desconhecido: incerteza sobre o que virá.
- Medo da perda: de poder, status, segurança, identidade.
- Hábito: rotinas estabelecidas que custam abandonar.
- Falta de confiança nos líderes ou no processo.
- Falta de informação: não entender por que mudar.
- Falta de capacidade: medo de não conseguir cumprir.
- Diferenças de avaliação: discordância sobre o que é melhor.
- Cultura organizacional avessa: pressupostos contrários à mudança.
Estratégias para lidar com resistência
Kotter e Schlesinger ("Choosing Strategies for Change", 1979) propõem:
- Educação e comunicação: explicar a necessidade e benefícios.
- Participação e envolvimento: envolver pessoas no desenho.
- Facilitação e apoio: oferecer recursos, capacitação.
- Negociação e acordo: trocas para superar resistência.
- Manipulação e cooptação: estratégias menos éticas (cuidado).
- Coerção explícita ou implícita: último recurso.
Curva de aceitação (Kübler-Ross adaptada)
Adaptação da curva de luto de Elisabeth Kübler-Ross à gestão da mudança. Fases típicas:
- Negação: "isso não vai acontecer".
- Raiva: "por que comigo?".
- Negociação: "se eu fizer X, não preciso mudar?".
- Depressão: desânimo, tristeza.
- Aceitação: integração ao novo.
Não é linear; pessoas oscilam entre fases. Liderança que reconhece o processo emocional é mais efetiva.
Liderança e mudança
Liderança transformacional (Bass, Burns)
James MacGregor Burns ("Leadership", 1978) e Bernard Bass ("Transformational Leadership", 1985) propuseram a distinção:
- Liderança transacional: troca (faça X, receba Y). Estabilidade, conformidade.
- Liderança transformacional: inspira, eleva, mobiliza para visão maior. Foco em mudança.
Bass detalha 4 dimensões da liderança transformacional (4 I's):
- Influência idealizada: líder como modelo.
- Motivação inspiracional: visão inspiradora.
- Estímulo intelectual: provocação, criatividade.
- Consideração individualizada: atenção pessoal a cada seguidor.
Liderança servidora (Greenleaf)
Robert K. Greenleaf ("The Servant as Leader", 1970) propôs: o líder é antes de tudo um servidor. Foco em servir os liderados, atendê-los, desenvolvê-los. Líder cresce ao crescer outros.
Liderança autêntica
Conceito desenvolvido por Bill George e outros nos anos 2000. Líder autêntico:
- Conhece a si mesmo (autoconsciência).
- Age com base em valores claros.
- Constrói relacionamentos de confiança.
- Demonstra integridade.
Liderança × gestão
Distinção clássica (Bennis, Kotter):
- Líder: visão, inspiração, mudança, futuro.
- Gestor: execução, estabilidade, planejamento, presente.
Organizações precisam de ambos. Em momentos de mudança, liderança é mais necessária; em momentos de execução, gestão.
Liderança no setor público
Doutrina brasileira (Falcão Martins, Caio Marini) destaca peculiaridades:
- Restrições legais à autonomia gerencial.
- Ciclos políticos curtos.
- Múltiplos stakeholders com interesses divergentes.
- Cultura institucional resistente.
- Valor público (Mark Moore) como métrica.
Marcos: Decreto 9.727/2019 (CCE/FCE) busca profissionalizar liderança pública. ENAP oferece programas de desenvolvimento de líderes.
Liderança ágil e digital
Tendências contemporâneas:
- Liderança ágil: ciclos curtos, ajuste contínuo, autonomia das equipes.
- Liderança digital: usar tecnologia, dados, plataformas.
- Liderança humanizada: bem-estar, saúde mental, inclusão.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Decora: Burns/Bass: liderança transacional × transformacional. Bass: 4 I's da transformacional (influência idealizada, motivação inspiracional, estímulo intelectual, consideração individualizada). Greenleaf: liderança servidora. Kübler-Ross: curva de aceitação (negação, raiva, negociação, depressão, aceitação).
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066 Cultura no SP brasileiro
Hibridismo cultural
A AP brasileira possui cultura híbrida, com camadas sobrepostas:
- Patrimonialismo residual: traços herdados da colonização. Confusão público × privado, clientelismo, "jeitinho", personalismo. Combatido pela CF/88, leis de improbidade, SV 13 (nepotismo), mas persistente.
- Burocracia clássica: institucionalizada pela DASP (1938) e consolidada pela Lei 8.112/1990. Hierarquia, formalismo, impessoalidade, estabilidade. Cultura predominante.
- Gerencialismo: introduzido pelo PDRAE (1995) e EC 19/1998. Foco em resultados, eficiência, inovação. Em algumas ilhas (agências, OS, OSCIP, laboratórios de inovação).
- Modelo societal/participativo: conselhos, conferências, controle social. Cultura de participação. Coexiste com as anteriores.
- Cultura digital emergente: gov.br, agilidade, dados. Ainda em formação.
Doutrina brasileira
Autores que estudaram a cultura administrativa brasileira:
- Raymundo Faoro ("Os Donos do Poder", 1958): tese do estamento burocrático.
- Sérgio Buarque de Holanda ("Raízes do Brasil", 1936): "homem cordial".
- Roberto DaMatta ("Carnavais, Malandros e Heróis", 1979): "sabe com quem está falando?".
- Alberto Guerreiro Ramos: "A Nova Ciência das Organizações" (1981).
- Pizza Junior: cultura organizacional brasileira.
- Ana Paula Paes de Paula ("Por uma Nova Gestão Pública", 2005): modelo societal × gerencial.
- Bresser-Pereira: cultura como dimensão da reforma do Estado.
- Humberto Falcão Martins, Caio Marini: cultura como obstáculo e ativo.
Características da cultura administrativa brasileira
Síntese de Pizza Junior e outros:
- Hierarquia forte: alta distância de poder (Hofstede).
- Personalismo: relações pessoais sobre regras.
- Formalismo: regras detalhadas, mas brechas exploradas.
- Aversão à incerteza: muita regulação.
- Coletivismo familiar: lealdade ao grupo próximo.
- Jeitinho brasileiro: flexibilização de regras para fazer acontecer.
- Conservadorismo: resistência a mudanças bruscas.
- Cordialidade: relações afetivas no espaço público (Sérgio Buarque).
Tensões culturais
Doutrina identifica tensões estruturais:
- Universalismo × particularismo: regras gerais × privilégios pessoais.
- Mérito × fidelidade: técnica × política.
- Eficiência × estabilidade: gerencial × burocrático.
- Centralização × descentralização: comando × autonomia.
- Controle × confiança: vigilância × delegação.
Mudança cultural na AP brasileira
Esforços de transformação:
- Reforma DASP (1938): introdução de meritocracia e impessoalidade.
- Decreto-Lei 200/1967: princípios gerenciais.
- CF/1988: princípios e participação social.
- PDRAE (1995): cultura gerencial.
- Decreto 9.203/2017: governança e cultura ética.
- Decreto 9.991/2019 (PNDP): desenvolvimento profissional contínuo.
- Lei 14.129/2021: cultura digital.
Avaliação contemporânea
A doutrina (Falcão Martins) aponta que a transformação cultural brasileira é incremental e parcial. Avanços setoriais (judiciário com PJe, Receita Federal com automação, gov.br) coexistem com bolsões de cultura tradicional.
Subculturas no setor público
O setor público não é monolítico. Subculturas:
- Culturas corporativas: medicina pública (SUS), magistratura, MP, polícia, militar.
- Culturas geracionais: gerações Y/Z trazem visões mais ágeis e digitais.
- Culturas regionais: AP de SP/RS difere de AP do Nordeste.
- Culturas de área: TI, jurídico, planejamento, saúde, educação.
Reformas precisam considerar a diversidade cultural interna.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Em prova, banca cobra conceito de cultura híbrida da AP brasileira: patrimonial residual + burocrática + gerencial + societal + digital. Doutrina: Faoro (estamento), Sérgio Buarque (homem cordial), DaMatta ("sabe com quem"), Pizza Junior, Paes de Paula, Falcão Martins. Mudança cultural é incremental.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 077 Inovação no setor público
Conceito
A inovação no setor público é o desenvolvimento e implementação de novas ideias, processos, produtos ou serviços que geram valor público. Não é apenas tecnologia: inclui inovação institucional, social, de gestão, de serviços.
Tipos de inovação (Mark Moore + OCDE)
- Inovação de produto/serviço: novo serviço público, novo formato de entrega.
- Inovação de processo: nova forma de fazer (digitalização, automação).
- Inovação organizacional: novas estruturas, modelos de gestão.
- Inovação institucional: novas políticas, regulações, marcos legais.
- Inovação social: novas formas de resolver problemas sociais.
- Inovação aberta: cocriação com sociedade civil, mercado, academia.
Laboratórios de inovação
Espaços dedicados à inovação no setor público. Marcos brasileiros:
- LabInovaGov: laboratório federal de inovação em governo (vinculado à ENAP).
- (011).Lab: SP Município, primeiro lab brasileiro (2014).
- Lab.Rio: prefeitura do Rio de Janeiro.
- Imaginalab: Espírito Santo.
- WeGov: laboratório de inovação multifederativo.
- Lab92: TJ-RS.
- Vários TCs e MPs: laboratórios estaduais e federais.
Metodologias para inovação
- Design thinking: empatia, definição, ideação, prototipação, teste. Foco no usuário.
- Lean startup: experimentação rápida com MVPs (mínimo produto viável).
- Sprint design: ciclos curtos de prototipação.
- Hackathons: maratonas de desenvolvimento.
- Co-criação: sociedade civil + governo desenvolvendo soluções.
- Foresight: cenários de futuro.
- Behavioral insights: aplicação de economia comportamental.
ENAP - Escola Nacional de Administração Pública
A ENAP é referência federal em desenvolvimento de servidores e cultura de inovação. Programas:
- Cursos de formação para gestores.
- Pós-graduações em gestão pública.
- Programas de liderança.
- Pesquisa aplicada.
- LabInovaGov (vinculado).
- Concurso de boas práticas (Concurso Nacional de Inovação na Gestão Pública).
Concurso Nacional de Inovação na Gestão Pública
Promovido pela ENAP desde 1996. Identifica e premia práticas inovadoras na AP brasileira. Banco de Inovação resultante é fonte de aprendizado.
Marcos legais para inovação
- LC 182/2021 (Marco Legal das Startups): cria contratação pública de soluções inovadoras (CPSI). Sandboxes regulatórios.
- Lei 10.973/2004 (Lei de Inovação): incentiva inovação em ciência e tecnologia.
- Lei 13.243/2016 (Marco Legal de CT&I): atualiza Lei 10.973.
- Lei 14.133/2021: prevê diálogo competitivo (modalidade para soluções inovadoras).
- Decreto 10.534/2020: Estratégia Nacional de Inovação.
Cultura ágil no setor público
Tendência crescente: aplicar princípios ágeis (Manifesto Ágil, 2001) ao setor público. Práticas:
- Equipes auto-organizadas (squads).
- Ciclos curtos (sprints).
- Entrega contínua de valor.
- Foco no usuário.
- Adaptabilidade.
Adoção: gov.br digital, alguns ministérios, judiciário, TCs.
Desafios da inovação no setor público
- Cultura avessa a riscos: medo de errar, controle externo punitivo.
- Restrições orçamentárias.
- Marcos legais rígidos.
- Ciclos políticos curtos.
- Capacitação técnica.
- Resistência interna.
Modelo OCDE de inovação pública
A OCDE mantém o OPSI - Observatory of Public Sector Innovation. Recursos:
- Banco de casos.
- Toolkits.
- Indicadores.
- Comunidade global.
Brasil participa ativamente, com várias práticas premiadas.
O Raffinha confirma
Decora: laboratórios de inovação (LabInovaGov, (011).Lab, Lab.Rio, WeGov). Design thinking + Lean startup + hackathons + co-criação. ENAP coordena. LC 182/2021 (Startups) + Lei 14.133/2021 (diálogo competitivo). Cultura ágil em expansão.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 088 DE&I e marcos contemporâneos
Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I)
A agenda de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) é central na cultura organizacional contemporânea. Conceitos:
- Diversidade: pluralidade de identidades (raça, gênero, sexualidade, idade, deficiência, religião, origem social, neurodivergência, etc.).
- Equidade: tratamento justo, considerando diferenças (não é igualdade pura). Reconhece que pontos de partida são distintos.
- Inclusão: ambiente em que todas as pessoas se sentem respeitadas, valorizadas, ouvidas.
Marcos legais brasileiros (já vistos em outras aulas)
- Lei 8.112/1990 Art. 5 §2: cota PcD até 20%.
- Lei 12.990/2014: cotas raciais 20% (prorrogada por Lei 14.611/2023 até 2034). ADC 41 STF.
- Lei 13.146/2015 (LBI): marcos amplos de inclusão de PcD.
- Decreto 8.727/2016: nome social na APF.
- Decreto 11.443/2023: Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
- ADI 4.275 STF (2018): alteração de nome civil de pessoas trans.
- EC 117/2022: cota de gênero em propaganda partidária e candidaturas.
Justiça espacial e temporal
DE&I envolve dimensões:
- Justiça espacial: equidade entre regiões.
- Justiça temporal: equidade entre gerações (intergeracional).
- Justiça epistêmica: reconhecimento de saberes diversos (povos indígenas, quilombolas, periferias).
Programas e políticas
- Programa Empresa Cidadã (Lei 11.770/2008): licença-maternidade ampliada.
- Programa de Trabalho Decente.
- Pacto Global da ONU (Brasil signatário).
- ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030 ONU).
Marcos institucionais (já vistos)
- Decreto 9.203/2017 (Governança APF): princípios incluem integridade, transparência, capacidade de resposta.
- Decreto 9.991/2019 (PNDP): desenvolvimento profissional contínuo.
- Decreto 10.531/2020 (EFD 2020-2031): visão de longo prazo, eixos integrados.
- Decreto 9.094/2017: simplificação na relação cidadão-Estado.
- Lei 13.460/2017 (Código do Usuário): pesquisa de satisfação, conselhos.
- Lei 14.129/2021 (Governo Digital): cidadania digital.
Programas de integridade
Compliance no setor público:
- Decreto 11.529/2023: estrutura da CGU.
- Lei 12.846/2013 (Anticorrupção): programa de integridade como atenuante.
- Programa de Integridade Pública da CGU: orientações para órgãos.
Bem-estar no trabalho
Tema crescente. Inclui:
- Saúde mental (programas de prevenção).
- Equilíbrio trabalho-vida.
- Gestão de conflitos.
- Trabalho remoto/híbrido (PGD).
- Ergonomia.
- Combate ao assédio (moral, sexual).
Sustentabilidade institucional
Cultura sustentável inclui:
- Compras públicas sustentáveis (Lei 14.133/2021 Art. 5).
- Coleta seletiva.
- Eficiência energética.
- Mobilidade sustentável.
- Logística reversa.
Doutrina contemporânea
Autores referenciais:
- Edgar Schein (cultura).
- Bresser-Pereira, Falcão Martins, Caio Marini (cultura na AP brasileira).
- Pizza Junior (cultura administrativa brasileira).
- Ana Paula Paes de Paula (modelo societal).
- Geraldo Souza Filho (gestão de mudança no setor público).
- Pedro Cavalcante (inovação e mudança).
- Marcelo Loureiro (gestão pública contemporânea).
Síntese final - cultura como fator estratégico
Encerramos a disciplina reconhecendo: cultura é o "sistema operacional" da AP. Mais importante que estrutura ou processos. Sem mudança cultural, reformas são paliativas. Com cultura alinhada, resultados sustentam-se. Por isso, PDRAE, Decreto 9.203/2017, EFD e Lei 14.129/2021 dedicam-se a transformação cultural ampla.
O Brasil avançou muito nas últimas décadas. Persistem desafios. A próxima fronteira: integrar inovação digital, sustentabilidade, DE&I e participação social em uma cultura institucional renovada.
Alerta do Examinador
Decora: DE&I: Diversidade (pluralidade), Equidade (tratamento justo, não igual), Inclusão (ambiente acolhedor). Marcos brasileiros: Lei 8.112 (PcD), Lei 12.990/14 (cotas raciais, prorrogada), LBI, Decreto 8.727/16 (nome social), Decreto 11.443/23 (igualdade racial). Cultura como fator estratégico nas reformas administrativas.
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Schein (1985)
- 3 níveis
- Artefatos visíveis
- Valores expostos
- Pressupostos básicos
Hofstede - 6 dimensões
- Distância de poder
- Individualismo/coletivismo
- Masculinidade/feminilidade
- Aversão à incerteza
- Orientação longo prazo
- Indulgência/restrição
CVF (Cameron e Quinn)
- Clã (foco interno + flex)
- Adhocracia (externo + flex)
- Mercado (externo + estab)
- Hierarquia (interno + estab)
Charles Handy
- Zeus (poder)
- Apolo (papéis) ★
- Atenas (tarefa)
- Dionísio (pessoa)
Lewin (1947)
- Descongelar
- Mudar
- Recongelar
- Análise de campo de forças
Kotter (1996)
- 8 etapas
- Senso de urgência
- Coalizão poderosa
- Visão e estratégia
- Quick wins
- Ancorar na cultura
ADKAR (Prosci)
- Awareness (consciência)
- Desire (desejo)
- Knowledge (conhecimento)
- Ability (habilidade)
- Reinforcement (reforço)
McKinsey 7S
- Strategy, Structure, Systems
- Style, Staff, Skills
- Shared Values
- Duros × macios
Liderança
- Transformacional (Bass): 4 I's
- Servidora (Greenleaf)
- Autêntica (George)
- Líder × gestor (Bennis, Kotter)
Cultura no SP brasileiro
- Híbrida
- Patrimonial residual
- Burocrática (predominante)
- Gerencial
- Societal/digital
Inovação no SP
- LabInovaGov, (011).Lab, Lab.Rio
- Design thinking, lean, hackathons
- ENAP coordena
- LC 182/21, Lei 14.133/21
DE&I e marcos
- Lei 8.112 (PcD)
- Lei 12.990/14 (negros)
- LBI, Decreto 8.727/16, 11.443/23
- Decreto 9.203/17, 9.991/19, 10.531/20
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- Schein (1985): cultura organizacional como padrão de pressupostos. 3 níveis: artefatos visíveis, valores expostos, pressupostos básicos.
- Hofstede: 6 dimensões - distância de poder, individualismo/coletivismo, masculinidade/feminilidade, aversão à incerteza, orientação longo prazo, indulgência/restrição.
- Brasil em Hofstede: alta distância de poder, tendência ao coletivismo, alta aversão à incerteza, indulgência alta.
- CVF (Cameron e Quinn): clã, adhocracia, mercado, hierarquia. Setor público clássico = hierarquia.
- Charles Handy: zeus (poder), apolo (papéis - clássico do SP), atenas (tarefa), dionísio (pessoa).
- Deal e Kennedy: macho, trabalhe duro/jogue duro, aposte alto, processo (SP clássico).
- Lewin (1947): 3 fases - descongelar, mudar, recongelar. Análise de campo de forças.
- Kotter (1996): 8 etapas - urgência, coalizão, visão, comunicação, empoderamento, quick wins, consolidação, ancoragem cultural.
- ADKAR (Prosci): Awareness, Desire, Knowledge, Ability, Reinforcement. Foco no indivíduo.
- McKinsey 7S: Strategy, Structure, Systems (duros) + Style, Staff, Skills, Shared Values (macios).
- Resistência: medo, perda, hábito, falta de confiança/informação. Kübler-Ross: negação, raiva, negociação, depressão, aceitação.
- Liderança transformacional (Bass): 4 I's - influência idealizada, motivação inspiracional, estímulo intelectual, consideração individualizada.
- Liderança servidora (Greenleaf): líder serve aos liderados. Liderança autêntica (George).
- Cultura híbrida brasileira: patrimonial residual + burocrática (predominante) + gerencial + societal + digital.
- Doutrina BR: Faoro (estamento), Sérgio Buarque (homem cordial), DaMatta, Pizza Junior, Paes de Paula, Bresser, Falcão Martins.
- Laboratórios de inovação: LabInovaGov, (011).Lab (SP, 2014), Lab.Rio, WeGov. ENAP coordena.
- Metodologias: design thinking, lean startup, hackathons, co-criação. Cultura ágil.
- Marcos legais inovação: LC 182/2021 (Marco Legal de Startups), Lei 14.133/2021 (diálogo competitivo).
- DE&I: Diversidade + Equidade + Inclusão. Cotas (Lei 8.112, Lei 12.990/14, LBI), Decreto 8.727/16 (nome social), Decreto 11.443/23.
- Marcos institucionais: Decreto 9.203/17 (governança), 9.991/19 (PNDP), 10.531/20 (EFD), Lei 14.129/21 (digital). Cultura como fator estratégico das reformas.
? 10 questões comentadas
As dez questões a seguir foram elaboradas para cobrir o essencial desta aula final. Cada uma vem com gabarito e comentário detalhado do Prof. Affonsinho.
Sugestão de uso:
- Leia cada questão sem olhar o gabarito.
- Marque sua resposta num papel.
- Só depois, confira o gabarito e leia o comentário.
- Se errou, marque em um caderno qual conceito ou autor falhou e volte ao módulo correspondente.
O vilão da aula: Ministro Supremo
Esse é o final boss. Última palavra, fixa tese e muda entendimento na sua cara. Em cultura organizacional, ele troca Schein com Hofstede, Lewin com Kotter, CVF com Handy. E nas questões finais, cobra o panorama integral da disciplina. Atenção máxima nas dez últimas.
Questão 01 · Comentada
Enunciado. Sobre os 3 níveis da cultura organizacional segundo Edgar Schein:
- A) São: missão, visão e valores.
- B) São: (i) artefatos visíveis - aspectos visíveis e palpáveis (arquitetura, vestimenta, linguagem, rituais, documentos); (ii) valores expostos - princípios declarados pela organização (missão, visão, valores explícitos, códigos de conduta); (iii) pressupostos básicos subjacentes - crenças profundas, inconscientes, que orientam comportamento real (visão sobre natureza humana, concepções sobre tempo e espaço, pressupostos sobre relacionamentos). Mudança cultural verdadeira exige atuar nos pressupostos.
- C) São apenas dois: declarado e tácito.
- D) Foram propostos por Hofstede.
- E) Não há níveis na cultura.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra os 3 níveis de Schein.
- A errada: missão, visão e valores são parte do nível dos valores expostos. Schein tem 3 níveis distintos.
- B CORRETA Schein (1985): exato. Artefatos + valores expostos + pressupostos básicos. Mudança verdadeira exige atuar nos pressupostos.
- C errada: são 3 níveis específicos, não 2 categorias gerais.
- D errada: Hofstede propôs 6 dimensões culturais, não os 3 níveis. Esses são de Schein (1985).
- E errada: ao contrário, Schein é referência fundadora sobre níveis culturais.
Tese central: Schein (1985): 3 níveis - artefatos visíveis (vê-se), valores expostos (diz-se), pressupostos básicos (acredita-se inconscientemente).
Questão 02 · Comentada
Enunciado. Sobre as 6 dimensões culturais propostas por Geert Hofstede:
- A) São apenas 3: alta, média e baixa.
- B) São: (i) distância de poder; (ii) individualismo/coletivismo; (iii) masculinidade/feminilidade; (iv) aversão à incerteza; (v) orientação de longo prazo; (vi) indulgência/restrição. Originadas em estudo seminal com mais de 116 mil funcionários da IBM em 40 países (1967-1973), publicado em 'Culture's Consequences' (1980). Inicialmente 4, expandidas posteriormente para 6. O Brasil apresenta alta distância de poder, tendência ao coletivismo, alta aversão à incerteza e indulgência alta.
- C) São idênticas aos 3 níveis de Schein.
- D) Foram propostas por Cameron e Quinn.
- E) Originaram-se em estudo no setor público brasileiro.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra as 6 dimensões de Hofstede.
- A errada: são 6 dimensões específicas, não 3 níveis gerais.
- B CORRETA Hofstede (1980): exato. As 6 dimensões + estudo IBM + perfil do Brasil.
- C errada: Schein tem 3 níveis. Hofstede tem 6 dimensões. Conceitos distintos.
- D errada: Cameron e Quinn propuseram o CVF (Competing Values Framework) com 4 tipos. Hofstede é autor distinto.
- E errada: estudo na IBM, em 40 países (não Brasil exclusivo). Brasil tem perfil específico nas 6 dimensões.
Tese central: Hofstede: 6 dimensões - distância poder, individualismo, masculinidade, incerteza, longo prazo, indulgência. Estudo IBM (1967-73).
Questão 03 · Comentada
Enunciado. Sobre o Competing Values Framework (CVF) proposto por Cameron e Quinn:
- A) Identifica 6 culturas baseadas em deuses gregos.
- B) Articula 2 dimensões (foco interno × foco externo; flexibilidade × estabilidade/controle) e gera 4 tipos culturais: (i) Cultura de Clã (Collaborate) - foco interno + flexibilidade, com ênfase em família e desenvolvimento de pessoas; (ii) Cultura de Adhocracia (Create) - foco externo + flexibilidade, com inovação e dinamismo; (iii) Cultura de Mercado (Compete) - foco externo + estabilidade, com resultados e competitividade; (iv) Cultura Hierárquica (Control) - foco interno + estabilidade, com regras e padronização.
- C) Tem 7 culturas, idênticas ao McKinsey 7S.
- D) Foi proposto por Schein em 1985.
- E) Aplica-se exclusivamente ao setor privado.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra o CVF de Cameron e Quinn.
- A errada: deuses gregos é a tipologia de Charles Handy (zeus, apolo, atenas, dionísio). CVF tem 4 tipos baseados em 2 dimensões.
- B CORRETA Cameron e Quinn (1999): exato. 2 dimensões + 4 tipos: clã, adhocracia, mercado, hierarquia.
- C errada: CVF tem 4 tipos, não 7. McKinsey 7S é modelo de mudança organizacional, não tipologia cultural.
- D errada: Schein (1985) propôs os 3 níveis. CVF é de Cameron e Quinn, posterior.
- E errada: amplamente aplicável a setor público também. AP brasileira é predominantemente hierárquica (controle).
Tese central: CVF (Cameron e Quinn): 4 tipos - clã, adhocracia, mercado, hierarquia. Setor público clássico = hierárquica.
Questão 04 · Comentada
Enunciado. Sobre o modelo de mudança organizacional proposto por Kurt Lewin (1947):
- A) Tem 8 etapas, sendo a primeira o senso de urgência.
- B) Tem 3 fases: (i) descongelar (unfreeze) - criar consciência da necessidade de mudar, romper o equilíbrio atual; (ii) mudar (change/move) - implementar as mudanças, com nova proposta de comportamentos, processos e estruturas; (iii) recongelar (refreeze) - estabilizar a nova situação, consolidar mudanças. Lewin também propôs a análise de campo de forças, identificando forças impulsionadoras e restritivas.
- C) Tem 5 etapas idênticas ao ADKAR.
- D) Foi proposto em 2010 por John Kotter.
- E) Não há fases, é um processo contínuo único.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra o modelo clássico de Lewin.
- A errada: 8 etapas é o modelo de Kotter (1996). Lewin tem 3 fases.
- B CORRETA Kurt Lewin (1947): exato. 3 fases + análise de campo de forças. Marco fundador da gestão da mudança.
- C errada: Lewin tem 3 fases. ADKAR (Prosci) tem 5 elementos focados no indivíduo. Modelos distintos.
- D errada: Lewin (1947). Kotter (1996, 8 etapas) ampliou o modelo de Lewin.
- E errada: ao contrário, Lewin é o pioneiro em estruturar a mudança em fases.
Tese central: Lewin (1947): 3 fases - descongelar, mudar, recongelar. Análise de campo de forças. Marco fundador.
Questão 05 · Comentada
Enunciado. Sobre o modelo de mudança em 8 etapas proposto por John Kotter (1996):
- A) É idêntico ao modelo de Lewin.
- B) Em 'Leading Change' (1996), Kotter ampliou o modelo de Lewin com 8 etapas: (1) estabelecer senso de urgência; (2) formar coalizão poderosa; (3) criar visão e estratégia; (4) comunicar a visão; (5) empoderar para ação ampla; (6) gerar vitórias de curto prazo (quick wins); (7) consolidar ganhos e produzir mais mudança; (8) ancorar na cultura. As 3 primeiras são análogas ao 'descongelar' de Lewin; as 4 do meio ao 'mudar'; a última ao 'recongelar'.
- C) Tem 12 etapas, todas obrigatórias.
- D) É variante do ADKAR.
- E) Foi proposto em 1947.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra o modelo de Kotter.
- A errada: Lewin tem 3 fases (1947); Kotter tem 8 etapas (1996). Kotter ampliou.
- B CORRETA Kotter (1996): exato. 8 etapas em ordem + correspondência com Lewin.
- C errada: são 8 etapas, não 12.
- D errada: ADKAR é da Prosci, foco no indivíduo. Kotter foco organizacional. Modelos distintos.
- E errada: Kotter é de 1996. 1947 é Lewin.
Tese central: Kotter (1996): 8 etapas - urgência, coalizão, visão, comunicação, empoderamento, quick wins, consolidação, ancoragem cultural.
Questão 06 · Comentada
Enunciado. Sobre a liderança transformacional, conforme Bernard Bass:
- A) Tem foco em troca de recompensas (transação).
- B) É forma de liderança que inspira, eleva e mobiliza para visão maior, em contraposição à liderança transacional (troca: faça X, receba Y). Bass detalha 4 dimensões (4 I's): (i) influência idealizada - líder como modelo; (ii) motivação inspiracional - visão inspiradora; (iii) estímulo intelectual - provocação, criatividade; (iv) consideração individualizada - atenção pessoal a cada seguidor. Conceito originado em James MacGregor Burns (1978) e desenvolvido por Bernard Bass (1985 em diante).
- C) É sinônimo de liderança autocrática.
- D) Foi proposta por Greenleaf em 1970.
- E) Tem apenas 2 dimensões.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra a liderança transformacional.
- A errada: transacional é a contraposta. Transformacional é foco em inspirar e elevar.
- B CORRETA Bass + Burns: exato. 4 I's + distinção transacional × transformacional.
- C errada: autocrática é estilo de comando rígido. Transformacional é inspiradora, distinta.
- D errada: Greenleaf (1970) propôs liderança servidora. Transformacional é Burns/Bass.
- E errada: tem 4 I's: influência idealizada, motivação inspiracional, estímulo intelectual, consideração individualizada.
Tese central: Liderança transformacional (Burns/Bass): 4 I's - influência idealizada, motivação inspiracional, estímulo intelectual, consideração individualizada.
Questão 07 · Comentada
Enunciado. Sobre a cultura administrativa brasileira e seu hibridismo:
- A) É puramente patrimonialista, sem traços modernos.
- B) Tem caráter híbrido, com camadas sobrepostas: (i) patrimonialismo residual (combatido por leis de improbidade, SV 13 STF, mas persistente); (ii) burocracia clássica (DASP 1938, Lei 8.112/1990, predominante); (iii) gerencialismo (PDRAE 1995, EC 19/1998, em ilhas); (iv) modelo societal/participativo (conselhos, conferências); (v) cultura digital emergente (gov.br, agilidade). Doutrina: Faoro (estamento), Sérgio Buarque (homem cordial), Pizza Junior, Paes de Paula, Bresser-Pereira, Falcão Martins.
- C) É 100% gerencial desde 1995.
- D) Não tem cultura, apenas estruturas.
- E) É monolítica, sem subculturas.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra o hibridismo cultural brasileiro.
- A errada: tem traços modernos (gerencial, digital), além do patrimonialismo residual.
- B CORRETA doutrina: exato. 5 camadas + autores referenciais. Conceito de cultura híbrida.
- C errada: PDRAE é de 1995 (avanço gerencial), mas burocracia segue predominante. Não é 100% gerencial.
- D errada: ao contrário, cultura é dimensão central. Estruturas são moldadas pela cultura.
- E errada: há subculturas (corporativas, geracionais, regionais, de área). AP não é monolítica.
Tese central: Cultura administrativa brasileira: híbrida. Patrimonialismo residual + burocracia (predominante) + gerencial + societal + digital.
Questão 08 · Comentada
Enunciado. Sobre o modelo McKinsey 7S de mudança organizacional:
- A) Tem 5 elementos, todos focados em estrutura.
- B) Tem 7 elementos para alinhar em mudanças bem-sucedidas: Strategy (estratégia), Structure (estrutura), Systems (sistemas) - elementos 'duros'; Style (estilo de liderança), Staff (pessoas), Skills (competências), Shared Values (valores compartilhados, no centro) - elementos 'macios'. Mudança requer alinhar todos os 7. Modelo proposto pela consultoria McKinsey nos anos 1980 (com participação de Tom Peters, Robert Waterman, Anthony Athos, Richard Pascale).
- C) Tem 7 elementos, idênticos aos 7 deuses gregos de Charles Handy.
- D) Foi proposto por Lewin em 1947.
- E) Aplica-se apenas a startups.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra o McKinsey 7S.
- A errada: tem 7 elementos, com 3 duros (estrutura, estratégia, sistemas) e 4 macios (estilo, pessoas, competências, valores).
- B CORRETA McKinsey: exato. 7 elementos + duros vs. macios + Shared Values no centro.
- C errada: Charles Handy tem 4 deuses (zeus, apolo, atenas, dionísio). McKinsey 7S são os 7 elementos. Modelos distintos.
- D errada: Lewin (1947): 3 fases. McKinsey 7S é dos anos 1980.
- E errada: aplica-se amplamente, incluindo setor público. Universal em gestão da mudança.
Tese central: McKinsey 7S: 7 elementos - Strategy, Structure, Systems (duros) + Style, Staff, Skills, Shared Values (macios). Centro: Shared Values.
Questão 09 · Comentada
Enunciado. Sobre a inovação no setor público brasileiro:
- A) Não há iniciativas estruturadas de inovação no Brasil.
- B) O Brasil tem ecossistema crescente de inovação no setor público: laboratórios de inovação (LabInovaGov vinculado à ENAP, (011).Lab pioneiro do município de SP em 2014, Lab.Rio, WeGov), metodologias aplicadas (design thinking, lean startup, hackathons, co-criação), marcos legais (LC 182/2021 do Marco Legal das Startups com Contratação Pública de Soluções Inovadoras - CPSI, Lei 14.133/2021 com modalidade de diálogo competitivo), Concurso Nacional de Inovação na Gestão Pública pela ENAP desde 1996, e participação em fóruns internacionais (OCDE OPSI).
- C) Inovação é vedada no setor público brasileiro.
- D) Há apenas um laboratório no Brasil.
- E) ENAP não atua em inovação.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra a inovação no setor público brasileiro.
- A errada: ao contrário, há ecossistema crescente. Brasil tem participação ativa em fóruns globais.
- B CORRETA ecossistema BR: exato. Laboratórios + metodologias + marcos legais + ENAP + participação OCDE.
- C errada: ao contrário, é incentivada. LC 182/2021 e Lei 14.133/2021 abrem espaço.
- D errada: há vários: LabInovaGov, (011).Lab, Lab.Rio, WeGov, Imaginalab, Lab92 e mais.
- E errada: ENAP é referência federal, com LabInovaGov vinculado e Concurso Nacional de Inovação.
Tese central: Inovação no SP brasileiro: laboratórios (LabInovaGov, (011).Lab, Lab.Rio, WeGov) + metodologias + LC 182/2021 + Lei 14.133/2021 + ENAP.
Questão 10 · Comentada
Enunciado. Sobre a agenda de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) na cultura organizacional do setor público brasileiro:
- A) Não tem base legal no Brasil.
- B) DE&I tem ampla base normativa: Lei 8.112/1990 Art. 5 §2 (cota PcD até 20%); Lei 12.990/2014 (cotas raciais 20%, prorrogadas por Lei 14.611/2023 até 2034, com constitucionalidade reconhecida na ADC 41 STF); Lei 13.146/2015 (LBI - inclusão ampla de PcD); Decreto 8.727/2016 (nome social na APF); Decreto 11.443/2023 (Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial); ADI 4.275 STF (alteração de nome civil de pessoas trans); EC 117/2022 (cota de gênero em propaganda partidária). Articula-se com agendas internacionais (ODS, Pacto Global da ONU).
- C) Aplica-se apenas a empresas privadas.
- D) É pauta exclusiva do governo federal.
- E) Foi proibida pelo STF.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra DE&I no setor público brasileiro.
- A errada: há ampla base legal: Lei 8.112, Lei 12.990, LBI, Decretos, ADIs do STF, EC 117/2022.
- B CORRETA marcos brasileiros: exato. Marcos legais + jurisprudência STF + agendas internacionais.
- C errada: aplica-se ao setor público (cotas em concursos, nome social na APF, etc.). Setor privado também tem normas próprias (CDC, CLT, LBI).
- D errada: atinge União, Estados, Municípios, MP, Judiciário. Tema federativo amplo.
- E errada: ao contrário, STF reconheceu constitucionalidade (ADC 41) e ampliou direitos (ADI 4.275).
Tese central: DE&I no setor público BR: ampla base legal (Lei 8.112, 12.990/2014, LBI, Decretos 8.727/16 e 11.443/23) + STF (ADC 41, ADI 4.275) + EC 117/2022.
Disciplina
concluída
Você terminou Administração Pública.
10 aulas, da evolução histórica à mudança cultural.
Patrimonial, burocrático, gerencial, governança.
Lei 14.133/2021, LGPD, Decreto 9.203/2017.
Cultura, inovação, DE&I, transformação digital.
Aula 10 de 10 · Administração Pública
Disciplina concluída. Bons estudos!




