O acolhimento nas Residências Inclusivas deve possuir um caráter protetivo para que, além do estabelecimento de vínculos com o cuidador de referência, possibilite ao residente segurança e estabilidade na prestação de cuidados. Para tanto, recomenda-se a organização da rotina, de modo que o cuidador possa desenvolver tarefas diárias junto ao residente sob seus cuidados, em turnos de trabalho
- A)revezados.
Errada, porque turnos revezados aumentam a rotatividade e enfraquecem a referência estável do cuidador para o residente.
- B)integrados.
Errada, porque turnos integrados não são a forma indicada de organização da rotina nesse serviço.
- C)alternados.
Errada, porque turnos alternados também trazem instabilidade e não garantem a previsibilidade necessária ao acolhimento.
- D)fixos.
Certa, porque os cuidados devem ocorrer em turnos fixos, garantindo estabilidade, previsibilidade e melhor vínculo com o residente.
- E)contínuos.
Errada, porque turnos contínuos podem sugerir sobrecarga ou ausência de organização por escalas, o que não é a recomendação do serviço.
Gabarito: D
As Residências Inclusivas são unidades da proteção social especial de alta complexidade, voltadas a jovens e adultos com deficiência em situação de dependência, sem condições de autossustento e com vínculos familiares fragilizados ou rompidos. A ideia central é oferecer um ambiente o mais próximo possível de uma casa, com cuidado contínuo, mas sem perder o caráter protetivo e estável do serviço. Por isso, a rotina precisa ser organizada para dar previsibilidade ao residente. No serviço, recomenda-se que o cuidador de referência mantenha uma relação estável com os residentes, justamente para favorecer vínculos, confiança e segurança emocional. Se a equipe muda demais ou o cuidado fica muito fragmentado, o acolhimento perde qualidade e o residente sente isso na prática. É nesse ponto que o gabarito D faz sentido: o cuidador deve desenvolver as tarefas diárias em turnos fixos. Assim, há regularidade no atendimento, melhor vínculo com os residentes e maior estabilidade na prestação dos cuidados. Em outras palavras, não é um cuidado de improviso, é cuidado com rotina bem desenhada. Esse entendimento é coerente com as orientações da Política de Assistência Social e com os normativos do SUAS para a organização de serviços de acolhimento, que valorizam a continuidade do atendimento, a construção de vínculos e a proteção integral.