A desqualificação do Estado tem sido o fundamento da ideologia neoliberal, a partir do qual
- A)reforça-se a defesa do Estado mínimo.
Certa: a desqualificação do Estado sustenta justamente a defesa do Estado mínimo, com menor intervenção pública e mais espaço para o mercado.
- B)controla-se a acumulação capitalista.
Errada: o neoliberalismo não busca controlar a acumulação capitalista, e sim facilitar sua liberdade de funcionamento.
- C)desenvolve-se uma cultura estadista.
Errada: a ideologia neoliberal não desenvolve uma cultura estadista, porque sua lógica é reduzir o prestígio e a centralidade do Estado.
- D)regula-se os ímpetos mercantis.
Errada: em vez de regular os ímpetos mercantis, o neoliberalismo tende a desregulamentar e ampliar a autonomia do mercado.
Gabarito: A
O neoliberalismo parte de uma crítica direta ao papel do Estado na economia e nas políticas sociais. A ideia central é pintar o Estado como “pesado”, caro e ineficiente, para justificar a redução de sua atuação e a ampliação da lógica de mercado. Em prova, isso quase sempre aparece como defesa de privatização, focalização de políticas e corte de direitos sociais. Por isso, quando o enunciado fala em “desqualificação do Estado”, ele aponta para um movimento ideológico que enfraquece a confiança na intervenção estatal e fortalece a tese do Estado mínimo. O Estado passa a ser visto como alguém que deve interferir o menos possível, deixando a regulação social e econômica para o mercado. É a velha história: o mercado quer liberdade, e o Estado fica de “plateia”. O gabarito é a alternativa A porque ela expressa exatamente esse fundamento do neoliberalismo: a defesa do Estado mínimo. Em vez de ampliar proteção social e planejamento público, o neoliberalismo propõe restrição da ação estatal, redução de gastos sociais e desregulamentação. Na literatura do Serviço Social, isso aparece como parte da reestruturação do capitalismo e do avanço das contrarreformas das políticas sociais. Se você lembrar disso, já evita a armadilha da questão: neoliberalismo não quer um Estado forte regulando o capital, mas sim um Estado enxuto, seletivo e subordinado à lógica do mercado.