Nos Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Assistência Social (2011), apresentam-se competências que permitem ao/à profissional realizar a análise crítica da realidade e que elas abrangem diversas dimensões interventivas, complementares e indissociáveis. Aquela que remete a pensar a coletivização de informações e saberes no campo dos direitos, da legislação social e das políticas públicas, dirigida aos/às diversos/as atores/atrizes e sujeitos da política trata-se da dimensão:
- A)Pedagógico-interpretativa e socializadora.
Correta: é a dimensão que envolve socialização de informações, saberes e direitos, exatamente como descrito no enunciado.
- B)De gerenciamento, planejamento e execução direta.
Incorreta: trata da gestão, do planejamento e da execução direta de ações, não da socialização pedagógica de informações.
- C)De intervenção profissional voltada para inserção nos espaços democráticos.
Incorreta: refere-se à inserção e atuação nos espaços democráticos de controle social, e não à coletivização de saberes.
- D)De intervenção coletiva junto a movimentos sociais.
Incorreta: diz respeito à articulação e intervenção com movimentos sociais, que é outra frente de atuação profissional.
- E)Ontológica do método dialético de Marx.
Incorreta: não corresponde a nenhuma dimensão prevista nos Parâmetros e foge completamente da formulação técnica da questão.
Gabarito: A
Os Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Assistência Social (2011) organizam a atuação profissional em dimensões que se complementam, porque o trabalho na Assistência Social não é só atender, preencher formulário e correr para a próxima demanda. Há também a tarefa de interpretar a realidade, produzir leitura crítica do território e transformar informação em direito acessível para quem usa a política. A dimensão pedagógico-interpretativa e socializadora é exatamente essa: ela envolve socializar informações, esclarecer direitos, orientar sobre a legislação social e ajudar usuários, equipes e demais atores da política a compreenderem o sentido das ações socioassistenciais. Em outras palavras, não basta saber; é preciso fazer o saber circular, de forma democrática e acessível. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ela traduz a ideia de coletivização de informações e saberes no campo dos direitos, da legislação social e das políticas públicas, voltada aos diversos sujeitos da política, como usuários, trabalhadores e gestores. Isso está em sintonia com o projeto ético-político do Serviço Social e com a LOAS (Lei 8.742/1993), que coloca a assistência social no campo dos direitos e da proteção social, e não da benemerência. As demais alternativas apontam outras dimensões também presentes nos Parâmetros, mas não correspondem ao enunciado. A banca gosta dessa distinção fina: uma coisa é gerenciar e planejar, outra é socializar informações e produzir leitura crítica para fortalecer direitos.