Assinale a alternativa INCORRETA acerca das informações extraídas de produções de Marilda Villela Iamamoto.
- A)A “questão social” é indissociável do processo de acumulação no modo de produção capitalista.
Correta, porque Iamamoto relaciona a “questão social” ao processo de acumulação capitalista e às contradições entre capital e trabalho.
- B)A expressão “questão social” é estranha ao universo Marxiano.
Correta, porque a expressão “questão social” não é uma categoria criada por Marx, embora a realidade que ela expressa esteja no centro de sua crítica ao capitalismo.
- C)A análise da “questão social” é indissociável das configurações assumidas pelo trabalho e está situada em uma arena de disputas entre projetos societários.
Correta, porque a análise da “questão social” em Iamamoto depende das formas assumidas pelo trabalho e das disputas entre projetos societários.
- D)Sobre a “questão social”, os processos sociais que ela traduz encontram-se no centro da análise de Marx sobre a sociedade capitalista.
Correta, porque os processos sociais ligados à “questão social” se conectam diretamente à análise marxiana da sociedade capitalista.
- E)A economia política clássica possibilitou compreender a forma social da riqueza, isto é, a natureza do valor de troca e os fetichismos que o acompanham.
Errada, porque quem revela o fetichismo da mercadoria e faz a crítica da forma social da riqueza é Marx, e não a economia política clássica.
Gabarito: E
Marilda Iamamoto trabalha com a ideia de que a “questão social” nasce das próprias contradições do capitalismo, especialmente da relação entre capital e trabalho. Por isso, ela não trata o tema como um problema “solto no ar”, mas como algo ligado à acumulação capitalista, às formas de exploração do trabalho e às disputas entre projetos de sociedade. Em linguagem simples: a questão social não cai do céu, ela é produzida na vida real do capitalismo. Outro ponto importante em Iamamoto é que a expressão “questão social” não aparece como categoria do universo marxiano. O que Marx analisa diretamente são as contradições do modo de produção capitalista, a exploração e a produção da miséria ao lado da riqueza. A leitura de Iamamoto aproxima essa discussão do Serviço Social e mostra como esse debate ajuda a entender a profissão no interior da divisão social e técnica do trabalho. Agora, por que a letra E está errada? Porque a economia política clássica não desvendou o fetichismo da mercadoria. Quem faz essa crítica é Marx, ao mostrar que a riqueza no capitalismo assume uma forma social específica e encobre as relações sociais de produção. A economia política clássica avançou na compreensão do valor e do mercado, mas não chegou a explicar o fetiche como Marx explica em sua crítica da economia política. Então, a questão cobra a leitura correta de Iamamoto sobre a “questão social” e também pede atenção à diferença entre economia política clássica e crítica marxiana. A armadilha é trocar o autor da análise: parece um detalhe, mas em prova de concurso é justamente aí que a banca adora apertar.