De acordo com o Código de Ética de 1993, constitui um direito do assistente social
- A)a viabilização da alteração da correlação de forças institucionais, apoiando as demandas da população usuária.
Errada, porque a viabilização da alteração da correlação de forças institucionais é mais uma diretriz político-profissional do que um direito descrito dessa forma no Código.
- B)o desagravo público por ofensa que atinja a sua honra profissional.
Certa, porque o Código de Ética de 1993 assegura ao assistente social o direito ao desagravo público por ofensa à sua honra profissional.
- C)a participação de programas de socorro à população em situação de calamidade pública.
Errada, porque a participação em programas de socorro em calamidade pública é uma possibilidade de atuação/dever institucional, não um direito formulado assim no Código.
- D)a contribuição para a viabilização da participação efetiva da população usuária nas decisões institucionais.
Errada, porque a participação da população usuária nas decisões institucionais é um princípio e um objetivo profissional, não um direito do assistente social nesses termos.
- E)o incentivo, sempre que possível, da prática profissional interdisciplinar.
Errada, porque a interdisciplinaridade é compatível com a prática profissional, mas a redação não corresponde a um direito específico previsto no Código de Ética.
Gabarito: B
O Código de Ética do Assistente Social de 1993 mistura deveres, princípios e direitos profissionais. Na prova, a banca costuma cobrar direitos do profissional que protegem o exercício da profissão e a dignidade técnica de quem atua na ponta, sem confundir isso com ações voltadas diretamente ao usuário. Aqui, a palavra-chave é a defesa da honra profissional: o Código assegura ao assistente social o direito ao desagravo público quando houver ofensa à sua honra profissional. Esse ponto aparece no rol de direitos do artigo 2º do Código de Ética de 1993. A lógica é simples: se a atuação do assistente social é técnica e comprometida com a cidadania, ele também tem proteção institucional contra ataques que atinjam sua imagem profissional. Por isso, a alternativa B está correta. Já as demais alternativas trazem ideias que parecem bonitas e muito ligadas ao projeto ético-político da profissão, mas não estão formuladas como direito do assistente social no Código. Em prova da FGV, esse tipo de redação 'quase certa' é bem comum: ela pega princípios e deveres e tenta vendê-los como direito, o que derruba muita gente.