Viabilizando concretizar os princípios da universalidade de acesso e equidade em relação aos direitos sociais, a ação cotidiana dos assistentes sociais tem papel fundamental na construção da integralidade em saúde. Uma integralidade entendida como princípio dotado de vários sentidos que consistem tanto na abordagem do indivíduo na sua totalidade como parte de um contexto social, econômico, histórico e político, quanto na organização de práticas de saúde que integrem ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação. Nessa perspectiva, assinale a opção que indica os dois pilares da integralidade.
- A)Diversidade e a parcialidade.
Errada, porque diversidade e parcialidade não são pilares da integralidade, já que a proposta é justamente superar visões fragmentadas.
- B)Equiparação e a imparcialidade.
Errada, porque equiparação e imparcialidade não expressam a articulação de saberes e políticas que sustenta a integralidade em saúde.
- C)Prioridade e a transversalidade.
Errada, porque prioridade e transversalidade não representam os dois pilares clássicos cobrados para a integralidade.
- D)Equivalência e a intersetorialidade.
Errada, porque equivalência e intersetorialidade não formam a dupla conceitual usada pela doutrina da integralidade.
- E)Interdisciplinaridade e a intersetorialidade.
Certa, porque interdisciplinaridade e intersetorialidade são os pilares que permitem o cuidado integral e articulado no SUS.
Gabarito: E
Integralidade em saúde é mais do que atender "por partes": ela exige enxergar a pessoa como um todo e organizar o cuidado para que prevenção, promoção, tratamento e reabilitação conversem entre si. No SUS, isso combina muito com a lógica da atenção integral prevista na Lei 8.080/1990 e no debate doutrinário da Reforma Sanitária. Em prova, a banca costuma cobrar a integralidade como um princípio que pede articulação de saberes e de serviços, porque a saúde não cabe dentro de uma caixinha só. É aí que entram os dois pilares clássicos da integralidade: interdisciplinaridade e intersetorialidade. A interdisciplinaridade faz profissionais de áreas diferentes trabalharem juntos, sem cada um ficar preso ao seu pedaço do problema. Já a intersetorialidade liga a saúde a outras políticas públicas, como assistência social, educação, habitação e trabalho, porque muitos adoecimentos não nascem só no consultório. Por isso o gabarito é a letra E. Ele traduz exatamente a ideia de cuidado integral: equipes dialogando entre si e políticas públicas atuando de forma articulada. Se o objetivo é cuidar da pessoa na totalidade, não basta um serviço isolado nem uma visão fragmentada do sofrimento. Na prática, isso aparece no atendimento de um usuário com doença crônica, vulnerabilidade social e dificuldade de adesão ao tratamento. O assistente social ajuda a construir essa ponte entre necessidades de saúde e rede de proteção, o que é bem a cara da integralidade no SUS.