O sétimo princípio fundamental do Código de Ética do/a Assistente Social diz respeito à garantia do pluralismo. Forti (2013) chama a atenção para o fato de que, na profissão, o pluralismo é recorrentemente identificado como sinônimo de
- A)dogmatismo.
Errada, porque dogmatismo é rigidez de pensamento e fechamento ao debate, exatamente o oposto da garantia do pluralismo.
- B)ecletismo.
Certa, porque Forti (2013) aponta que o pluralismo na profissão é com frequência confundido com ecletismo, isto é, mistura de referências sem coerência crítica.
- C)sectarismo.
Errada, porque sectarismo é postura de exclusão e intolerância a outras ideias, não uma forma de explicar o pluralismo.
- D)pragmatismo.
Errada, porque pragmatismo prioriza o resultado imediato e a utilidade prática, sem ser sinônimo de pluralismo.
- E)holismo.
Errada, porque holismo é uma visão de totalidade e integração, mas não corresponde à confusão feita entre pluralismo e ecletismo.
Gabarito: B
No Código de Ética do/a Assistente Social, o pluralismo aparece como um princípio fundamental ligado ao respeito à diversidade de ideias, posições e projetos societários, sem cair no vale-tudo. A ideia não é abandonar a direção ética da profissão, mas reconhecer que no debate profissional convivem diferentes leituras da realidade e diferentes referências teóricas. Isso é importante porque o Serviço Social trabalha com a realidade social concreta, que nunca vem em pacote fechado. Forti (2013) chama atenção para um erro muito comum: confundir pluralismo com ecletismo. E aqui mora a pegadinha clássica de prova. Pluralismo não significa misturar tudo sem critério, como quem faz uma salada teórica sem tempero e sem receita. Ecletismo é justamente essa combinação desordenada de ideias de matrizes distintas, muitas vezes sem coerência interna. Já o pluralismo admite diversidade, mas com discernimento e compromisso ético. Por isso, o gabarito é a letra B. A banca está cobrando a leitura doutrinária de que o pluralismo, na profissão, é frequentemente reduzido equivocadamente a ecletismo, quando na verdade são coisas diferentes. O Código de Ética de 1993, construído em base crítica e democrática, valoriza o debate plural, mas não autoriza misturas conceituais incoerentes nem relativismo sem direção. Em resumo: pluralismo é abertura ao diverso; ecletismo é mistura indiscriminada. Em prova, se aparecer essa dupla, desconfie da palavra que parece bonita, mas veio para confundir.