Marque a alternativa que está em acordo com a dimensão pedagógica do trabalho do Assistente Social. Ao solicitar ao usuário que informe sua raça/cor/etnia, o/a Assistente Social busca
- A)rejeitar a produção de indicadores que evidenciem desigualdades raciais e orientem o planejamento, execução e avaliação das políticas sociais.
Errada, porque a coleta de raça/cor/etnia serve justamente para produzir indicadores e orientar políticas, não para rejeitá-los.
- B)denunciar o auto reconhecimento e a politização das questões relacionadas à raça/cor/etnia.
Errada, porque o Serviço Social deve respeitar o autorrreconhecimento e a politização das identidades raciais, não denunciá-los.
- C)fortalecer a formulação e implementação de políticas públicas a partir de uma perspectiva antirracista.
Certa, porque o dado racial ajuda a identificar desigualdades e a orientar políticas públicas com perspectiva antirracista.
- D)corroborar a desvantagem de pessoas negras e indígenas como uma característica racial.
Errada, porque desvantagens de negros e indígenas não são características raciais, mas resultado de racismo e desigualdades históricas e estruturais.
- E)assegurar que a coleta de dados sobre raça/cor/etnia tenha uma importância secundária frente a outros dados pessoais em formulários, sistemas e pesquisas.
Errada, porque o quesito raça/cor/etnia é informação relevante e estratégica para formulários, sistemas e pesquisas, não algo secundário.
Gabarito: C
A dimensão pedagógica do trabalho do Assistente Social não se resume a orientar o usuário e preencher formulário. Ela também produz informação qualificada, ajuda a dar visibilidade a desigualdades e contribui para que o acesso às políticas públicas seja feito com mais justiça. Quando você pergunta raça/cor/etnia, não está “enchendo papel”: está reconhecendo que o racismo estrutura desvantagens reais e que isso precisa aparecer nos registros, estudos e atendimentos. Isso tem base na própria direção ético-política do Serviço Social, comprometida com a defesa de direitos, com a igualdade substantiva e com o enfrentamento de opressões, inclusive o racismo. Em políticas como saúde, assistência e educação, a coleta do quesito raça/cor/etnia é fundamental para produzir indicadores, identificar violências e desenhar ações específicas para populações negras, indígenas e outros समूहs racializados. Por isso, o gabarito é a letra C: ao solicitar essa informação, o/a Assistente Social fortalece a formulação e a implementação de políticas públicas a partir de uma perspectiva antirracista. Em outras palavras, a informação vira ferramenta de luta e de planejamento, e não mero dado burocrático. As demais alternativas vão na direção oposta: tratam a coleta como algo secundário, negam a importância do autorrreconhecimento ou até naturalizam a desigualdade racial. A lógica correta é justamente o contrário: nomear a raça/cor/etnia ajuda a enfrentar o racismo institucional e a qualificar a intervenção profissional.