Ao analisarem as Comunidades Terapêuticas no Brasil, Araújo e Duarte refletem que a organização da estrutura física destas reflete a adoção de uma estrutura hierárquica de organização na qual a rotina institucional fundamenta que o essencial para o tratamento é o(a)
- A)redução de danos.
Errada, porque a redução de danos é uma diretriz da política de saúde mental e de álcool e outras drogas, mas não é o elemento central apontado na rotina hierárquica descrita.
- B)medicalização.
Errada, porque a medicalização não é o eixo destacado na análise das comunidades terapêuticas feita no enunciado.
- C)acompanhamento psiquiátrico.
Errada, porque o acompanhamento psiquiátrico pode existir na rede de atenção, mas não é o fundamento essencial indicado para o tratamento nessa lógica institucional.
- D)presença da família.
Errada, porque a presença da família pode ser relevante no cuidado, mas não corresponde ao elemento central da estrutura de rotina citada.
- E)trabalho.
Certa, porque o enunciado indica que a rotina institucional entende o trabalho como o essencial para o tratamento, em uma lógica disciplinadora e hierárquica.
Gabarito: E
As Comunidades Terapêuticas, no debate crítico do Serviço Social e da política de saúde mental, costumam ser analisadas como espaços de forte disciplina interna, hierarquia e rotina rígida. Essa organização física e institucional não é neutra: ela comunica a ideia de que o sujeito em tratamento deve ser reeducado por meio de regras, horários, tarefas e convivência controlada. Em vez de priorizar uma lógica centrada em cuidado em liberdade, o foco costuma recair sobre disciplina e ocupação do tempo.