A roda de conversa pode ser utilizada como uma ferramenta de intervenção do Serviço Social em diversos contextos, visando criar espaços de diálogo, em que os participantes podem se expressar, escutar, problematizar, trocar informações e refletir para a ação. Sobre esta metodologia é correto afirmar que a roda
- A)pressupõe a adoção de uma postura verticalizada por quem coordena.
Errada, porque a roda de conversa pressupõe uma dinâmica horizontal e participativa, não uma postura verticalizada de quem coordena.
- B)permite a construção de espaços coletivos de reflexão.
Certa, pois a roda de conversa cria um espaço coletivo de diálogo, escuta e reflexão crítica entre os participantes.
- C)propicia maior poder ao/à Assistente Social.
Errada, porque a metodologia busca compartilhar a palavra e fortalecer a autonomia do grupo, não ampliar o poder do assistente social.
- D)promove maior dependência dos participantes.
Errada, já que a proposta é estimular participação e protagonismo, e não produzir dependência dos usuários.
- E)incentiva o conflito e a denúncia.
Errada, porque a roda pode problematizar conflitos e dar voz às demandas, mas seu objetivo principal é o diálogo e a reflexão coletiva, não a denúncia em si.
Gabarito: B
A roda de conversa é uma técnica muito usada no Serviço Social porque organiza um espaço de fala e escuta entre os participantes, sem transformar a reunião em aula expositiva ou em ordem de comando. A ideia é simples e potente: colocar as pessoas para dialogar, trocar experiências, problematizar a realidade e construir sentidos coletivos para a ação. Na prática, isso combina muito com a intervenção profissional do assistente social, que trabalha com participação, emancipação, acesso à informação e fortalecimento de vínculos. Em vez de centralizar tudo na mão de quem coordena, a roda valoriza a horizontalidade, a circulação da palavra e a construção compartilhada de reflexões. É o tipo de metodologia que faz a conversa sair do automático e ir para o campo da reflexão crítica. Por isso, o gabarito é a letra B: a roda permite a construção de espaços coletivos de reflexão. Ela não existe para mandar, controlar ou criar dependência, mas para favorecer participação e leitura crítica da realidade. Esse uso dialoga com os princípios ético-políticos do Serviço Social, especialmente a defesa da participação dos usuários e do fortalecimento da autonomia. Em concursos, pense assim: se a metodologia fala em escuta, diálogo, troca e reflexão para a ação, a lógica é coletiva e participativa. Se aparecer ideia de verticalidade, poder concentrado ou tutela, desconfie na hora.