De acordo com o Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos, os povos ciganos são considerados:
- A)eurocêntricos;
Errada, porque “eurocêntricos” não é a categoria usada pelo plano para reconhecer povos ciganos.
- B)originários;
Errada, porque o plano não os classifica como “originários” nessa formulação; a referência correta é outra.
- C)tradicionais;
Certa, porque o Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos os enquadra como povos tradicionais.
- D)nômades;
Errada, porque nomadismo pode aparecer como característica de alguns समूहos, mas não define a categoria jurídica e política usada no plano.
- E)étnicos.
Errada, porque “étnicos” é uma descrição genérica, mas não é a classificação específica cobrada pela questão.
Gabarito: C
No Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos, a ideia central é reconhecer esses grupos como parte dos povos e comunidades tradicionais do Brasil. Isso importa porque tira os povos ciganos daquela visão estereotipada de “vida à margem” e os coloca no campo da proteção de direitos, com políticas públicas específicas e respeito à sua identidade cultural. Na prática, o Plano trabalha com a noção de que os povos ciganos têm formas próprias de organização social, memória, vínculos culturais e modos de vida que merecem reconhecimento estatal. Por isso, entre as alternativas, a banca aponta que eles são considerados povos tradicionais, e não apenas um grupo definido por estereótipos como nomadismo. Esse enquadramento dialoga com a lógica do Decreto nº 6.040/2007, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, e com a leitura de proteção da diversidade cultural e dos direitos territoriais e sociais. Em concurso, sempre vale desconfiar quando a questão tenta reduzir a identidade cigana a um traço isolado, porque a política pública olha para o conjunto da realidade social e cultural. Então, o gabarito está correto porque o Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos reconhece esses grupos como povos tradicionais. É exatamente essa a chave da questão: sair do senso comum e entrar no vocabulário das políticas sociais.