Segundo Guerra, a prática profissional de assistentes sociais é imediatamente reconhecida pela sua dimensão
- A)teórico-metodológica.
Errada, porque a dimensão teórico-metodológica fundamenta a prática, mas não é a que a identifica imediatamente no cotidiano profissional.
- B)crítico-dialética.
Errada, pois a perspectiva crítico-dialética orienta a análise da realidade, mas não é a dimensão que se reconhece de forma imediata na intervenção.
- C)ético-política.
Errada, porque a dimensão ético-política dá direção e compromisso à atuação, mas não é o aspecto mais visível da prática profissional em si.
- D)técnico-operativa.
Certa, porque a prática do assistente social é imediatamente percebida pela dimensão técnico-operativa, ligada aos instrumentos, técnicas e procedimentos do trabalho profissional.
- E)prático-investigativa.
Errada, pois a dimensão prático-investigativa não é a formulação destacada por Guerra para caracterizar a identificação imediata da prática profissional.
Gabarito: D
Na obra de Marilda Iamamoto e, especialmente nas discussões de Yolanda Guerra, a prática do assistente social não aparece como algo abstrato ou só "de teoria bonita": ela é reconhecida de imediato pela sua dimensão técnico-operativa. É nessa dimensão que o trabalho ganha forma concreta, com instrumentos, técnicas, procedimentos, registros, entrevistas, visitas, encaminhamentos e tudo o que transforma a intenção profissional em intervenção real. Isso não quer dizer que a técnica venha sozinha, desligada da teoria e da ética. Pelo contrário: a técnica é sustentada por fundamentos teórico-metodológicos e orientada por uma direção ético-política. Mas, quando se fala no que salta aos olhos na prática cotidiana, o que se percebe primeiro é justamente o fazer profissional, o modo de operar no mundo real. Por isso, o gabarito é a letra D. A leitura de Guerra destaca que a prática profissional é imediatamente reconhecida pelo seu caráter técnico-operativo, ou seja, pela forma concreta como o assistente social intervém nas expressões da questão social. Em concurso, fique atento: a banca costuma trocar o "como fazer" pelo "pensar" ou pelo "comprometer-se", mas aqui a pergunta quer a dimensão que aparece logo na ação profissional. Em resumo: teoria orienta, ética direciona, crítica analisa, mas é a técnica que faz a roda girar no atendimento, no planejamento e na intervenção cotidiana.