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Serviço Social · FGV · 2024

Questão comentada de Serviço Social

O Protocolo de Depoimento Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estabelece algumas fases para o cumprimento deste procedimento. Uma delas é a construção do rapport, que consiste em

Gabarito: D

No Depoimento Especial, a construção do rapport é a etapa inicial de aproximação entre entrevistador e depoente, especialmente quando a pessoa ouvida é criança ou adolescente. A ideia é criar um ambiente seguro, acolhedor e minimamente confortável para que a fala apareça sem pressão, sem susto e sem aquela sensação de interrogatório de filme policial. É aqui que o profissional observa a forma de comunicação da pessoa, sua linguagem, seu ritmo narrativo e seu grau de espontaneidade. No Protocolo de Depoimento Especial do TJRJ, o rapport não serve para investigar o fato em si, mas para estabelecer vínculo e reduzir ansiedade. Por isso, a entrevista começa com perguntas abertas sobre temas neutros, ligados ao cotidiano, para facilitar a adaptação e permitir que o depoente se sinta à vontade. Essa preparação é essencial para preservar a qualidade da escuta e evitar induções. O gabarito é a letra D porque ela descreve exatamente essa fase: criação de uma atmosfera satisfatória, conhecimento da linguagem e da capacidade narrativa do depoente, com perguntas abertas não relacionadas ao depoimento. Isso é a cara do rapport: primeiro a conexão humana, depois a escuta técnica. Esse cuidado dialoga com a lógica da Lei 13.431/2017 e do Decreto 9.603/2018, que estruturam a escuta especializada e o depoimento especial como formas protegidas de ouvir crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, com proteção integral e sem revitimização.

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