O estudo social é largamente utilizado pelo assistente social no sociojurídico. Mioto (2001) entende esse instrumento como
- A)o documento que constrói um conhecimento sobre as mazelas sociais que incidem sobre um indivíduo e seu grupo social a fim de repará-las.
Errada, porque reduz o estudo social a um documento sobre mazelas sociais e ideia de reparação, quando o instrumento é mais amplo e analítico.
- B)mobilização de assistentes sociais de outras áreas para a resolução de uma situação social e compreensão de uma dada situação problema.
Errada, porque isso descreve articulação de equipe ou trabalho interdisciplinar, não o conceito de estudo social.
- C)análise e interpretação das necessidades trazidas por sujeitos singulares que não são compreendidas como problemas individuais.
Errada, porque a frase confunde análise de necessidades com uma formulação genérica e não define corretamente o estudo social no campo sociojurídico.
- D)aquele utilizado para conhecer e analisar a situação vivida por determinados sujeitos sociais, sobre a qual o assistente social é chamado a opinar.
Certa, porque expressa o estudo social como instrumento para conhecer e analisar a situação de sujeitos sociais, subsidiando a manifestação técnica do assistente social.
- E)forma de comprovar que a satisfação das demandas sociais não deriva da competência ou incompetência dos sujeitos.
Errada, porque mistura finalidade do estudo social com uma justificativa abstrata sobre demandas sociais, sem definir o instrumento.
Gabarito: D
No campo sociojurídico, o estudo social é um instrumento clássico do trabalho do assistente social. Ele serve para conhecer, analisar e interpretar a realidade vivida por sujeitos ou famílias, especialmente quando o Judiciário ou outro órgão precisa de elementos para decidir uma situação concreta. Não é um texto para “dar sentença”, mas para produzir base técnica e qualificada de análise. Mioto (2001) trata o estudo social como um processo de investigação voltado a compreender a situação social de determinados sujeitos, articulando condições de vida, relações familiares, rede de apoio, trabalho, moradia e outras expressões da questão social. Ou seja, o foco não está em culpar a pessoa, e sim em entender a situação em sua totalidade. É por isso que a alternativa D está correta: ela descreve exatamente o estudo social como algo usado para conhecer e analisar a situação vivida por sujeitos sociais sobre a qual o assistente social é chamado a opinar. No sociojurídico, essa opinião técnica subsidia decisões, sem substituir a função do juiz e sem virar um relatório moralista. Na prática, pense assim: o estudo social não é “achar” nem “opinar no chute”. É examinar a realidade com método, linguagem profissional e compromisso ético, em consonância com o projeto ético-político do Serviço Social e com a legislação profissional, especialmente a Lei 8.662/1993, que regula a profissão.