As teorias organizacionais e os modelos gerenciais na organização do trabalho e nas políticas sociais fazem parte do elenco de conteúdos da formação profissional do Assistente Social. Sendo assim, assinale a opção incorreta em relação às competências profissionais no planejamento e gestão de serviços nas diversas áreas sociais.
- A)Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos que sejam do âmbito de atuação do Serviço Social com participação da sociedade civil.
Certa, porque elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos integra as competências do Assistente Social.
- B)Indeferir programas de socorro à população em situação de calamidade pública, por representarem estratégias assistencialistas emergenciais.
Errada, porque o Assistente Social não deve indeferir, por princípio, ações de socorro em calamidade pública, já que elas fazem parte da proteção social e do atendimento a situações de vulnerabilidade.
- C)Elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da administração pública, direta ou indireta, empresas, entidades e organizações populares.
Certa, pois a elaboração e implementação de políticas sociais junto à administração pública, empresas e organizações populares fazem parte da atuação profissional.
- D)Planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar ações profissionais.
Certa, porque a pesquisa social é instrumento importante para analisar a realidade e subsidiar a ação profissional.
- E)Realizar estudos socioeconômicos com os usuários para fins de benefícios e serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades.
Certa, já que o estudo socioeconômico é uma atividade típica do Serviço Social, especialmente para fins de benefícios e serviços sociais.
Gabarito: B
Nesta questão, a banca cobra o que o Assistente Social pode fazer no planejamento e na gestão de serviços, algo bem ligado às competências e atribuições previstas na Lei nº 8.662/1993. O profissional atua elaborando, coordenando, executando e avaliando planos, programas e projetos, além de formular políticas sociais, realizar pesquisas e estudos socioeconômicos. Ou seja: ele não fica só no atendimento direto, ele também entra na engrenagem do planejamento e da gestão pública. A alternativa B é a incorreta porque nega, de forma absoluta, programas de socorro à população em calamidade pública. Isso contraria a lógica da política de Assistência Social, que integra a seguridade social e tem, entre seus objetivos, a proteção à família, à infância, à adolescência, à velhice e o amparo em situações de vulnerabilidade e risco social, inclusive em emergências e calamidades. A atuação profissional deve garantir direitos, não barrar o acesso por pré-julgamento ideológico. Na prática, em situações de desastre, a intervenção do Serviço Social costuma articular benefícios eventuais, encaminhamentos, acesso à rede e avaliação da vulnerabilidade das famílias. Então, o problema da letra B é querer transformar uma resposta pública de proteção social em algo que deve ser automaticamente recusado. Isso não combina com o projeto ético-político da profissão nem com a legislação da assistência social. As demais alternativas descrevem competências compatíveis com a atuação profissional: planejamento, formulação, pesquisa e estudo socioeconômico. A pegada da FGV aqui é simples e elegante: ela mistura atribuições verdadeiras com uma frase que parece crítica ao assistencialismo, mas que acaba negando um dever de proteção social.