A redemocratização política no Brasil traz para o âmbito da Saúde a participação de novos sujeitos sociais e a introdução de uma nova concepção de Saúde, que assume uma dimensão
- A)empresarial.
Errada, porque a redemocratização rompeu com a lógica empresarial na saúde e fortaleceu a ideia de saúde como direito público, não como negócio.
- B)universalista.
Certa, pois a nova concepção de saúde no processo de redemocratização é universalista, com acesso de todos e dever estatal, conforme a CF/88.
- C)focalizada.
Errada, porque a política focalizada é típica de recortes seletivos e não da ampliação universal do direito à saúde.
- D)gerencialista.
Errada, pois a dimensão gerencialista não expressa o núcleo democrático e universal da Reforma Sanitária e do SUS.
- E)técnica.
Errada, porque a saúde nesse contexto deixa de ser tratada apenas como questão técnica e passa a ser entendida como direito social e político.
Gabarito: B
A redemocratização brasileira mudou o jeito de pensar as políticas sociais, e a Saúde foi uma das áreas mais marcadas por essa virada. Até então, o acesso era mais restrito, fragmentado e muito ligado à lógica contributiva e seletiva. Com o movimento da Reforma Sanitária e a Constituição de 1988, a Saúde passa a ser entendida como direito de todos e dever do Estado, com acesso universal e igualitário. É aqui que entra a ideia central da questão: a nova concepção de Saúde assume uma dimensão universalista. Em vez de atender só quem contribui ou quem se encaixa em critérios estreitos, a política de Saúde passa a mirar toda a população. Isso ficou consagrado no art. 196 da Constituição Federal: "a saúde é direito de todos e dever do Estado". Essa mudança não foi só jurídica, foi também política e social. Novos sujeitos entraram em cena, como movimentos sociais, profissionais da área e a sociedade civil organizada, ampliando a participação e a defesa do SUS. Ou seja, a lógica deixou de ser de favor, assistência limitada ou privilégio de poucos. Virou política pública universal. Por isso, o gabarito é a letra B. A questão está pedindo exatamente essa passagem histórica: da saúde restrita para a saúde como direito universal, base do SUS e da Constituição Cidadã.