O Assistente Social Wagner trabalha em um CRAS em uma cidade do interior na Região Sul do Brasil. Ele precisa subsidiar e fundamentar ações estratégicas de forma preventiva e proativa no município. A fim de conhecer a realidade local, Wagner utilizará
- A)o estudo social do último censo.
Errada, porque o estudo social do último censo é inadequado como instrumento único para compreender a realidade local, já que o censo não substitui a análise territorial atualizada do CRAS.
- B)o diagnóstico socioterritorial.
Certa, porque o diagnóstico socioterritorial é o instrumento indicado para conhecer o território e orientar ações preventivas e proativas no âmbito da Assistência Social.
- C)a pesquisa participativa.
Errada, porque a pesquisa participativa pode até contribuir, mas não é o nome técnico esperado para fundamentar o planejamento socioassistencial do CRAS.
- D)o mapeamento das comunidades vulneráveis.
Errada, porque mapear comunidades vulneráveis é uma etapa possível dentro da análise territorial, mas não substitui o diagnóstico socioterritorial como conceito central.
- E)a entrevista com usuários das políticas sociais.
Errada, porque a entrevista com usuários ajuda a captar demandas, mas fornece apenas uma parte da realidade e não o panorama territorial necessário ao planejamento.
Gabarito: B
Quando o assistente social atua no CRAS, ele não trabalha só com demandas individuais: ele precisa olhar o território, as vulnerabilidades, as potencialidades e os riscos sociais da área de abrangência. É por isso que o planejamento na Assistência Social pede uma leitura da realidade local antes de qualquer ação mais forte. Nesse ponto entra o diagnóstico socioterritorial, que é exatamente a ferramenta usada para conhecer o território de forma organizada e fundamentar ações preventivas e proativas. Ele ajuda a identificar quem vive ali, quais são as principais expressões da questão social, onde estão os vazios de proteção social e quais serviços precisam ser fortalecidos. Esse raciocínio conversa com a lógica da Política Nacional de Assistência Social e do SUAS, que valorizam a vigilância socioassistencial, a territorialização e o planejamento baseado em informações concretas. Em vez de atuar no escuro, o CRAS deve partir de dados e análises sobre a realidade do município. Por isso, o gabarito é a letra B. Wagner precisa de um instrumento que permita conhecer o território para subsidiar ações estratégicas, e isso é justamente o diagnóstico socioterritorial, não uma simples entrevista, pesquisa genérica ou leitura isolada de dados.