Ao analisar a instrumentalidade do Serviço Social, você estará refletindo sobre
- A)os processos de trabalho do assistente social.
Errada, porque processos de trabalho do assistente social são parte do contexto profissional, mas não definem o sentido teórico de instrumentalidade.
- B)o conjunto de técnicas necessários à prática profissional.
Errada, porque instrumentalidade não se resume ao conjunto de técnicas da prática, já que envolve fundamentos e racionalidades da profissão.
- C)as correntes teórico-políticas que fundamentam a profissão.
Errada, porque correntes teórico-políticas fundamentam a profissão em geral, mas não são o foco específico do conceito de instrumentalidade.
- D)os recursos mobilizados no cotidiano do trabalho profissional
Errada, porque recursos mobilizados no cotidiano são apenas meios operacionais, e a instrumentalidade vai além disso ao envolver a lógica da intervenção.
- E)as racionalidades subjacentes à profissão.
Certa, porque a instrumentalidade remete às racionalidades que sustentam a profissão e orientam a prática do assistente social.
Gabarito: E
Quando a banca fala em instrumentalidade do Serviço Social, ela não está perguntando só sobre técnicas, instrumentos ou procedimentos do dia a dia. Ela quer saber como a profissão se organiza internamente para intervir na realidade social, isto é, quais bases de pensamento e quais racionalidades sustentam a prática profissional. Em outras palavras: a instrumentalidade não é apenas o “como fazer”, mas também o “por que fazer assim”. Na tradição do Serviço Social brasileiro, a instrumentalidade é entendida como uma dimensão constitutiva do trabalho profissional, ligada à mediação entre teoria, método e intervenção. Por isso, estudar instrumentalidade significa refletir sobre as racionalidades que orientam a ação do assistente social, como a racionalidade técnico-instrumental, a ético-política e a crítica, e não apenas listar ferramentas de atuação. É aí que a alternativa E acerta. “Racionalidades subjacentes à profissão” traduz exatamente a ideia de que a instrumentalidade expressa fundamentos mais profundos da prática, e não só um repertório operacional. Esse enfoque é muito presente na literatura crítica da área, especialmente nas discussões sobre a práxis profissional e a direção social do trabalho do assistente social. As outras alternativas tentam reduzir a instrumentalidade a um pedaço só da história, mas o conceito é mais amplo. Em prova da FGV, vale sempre desconfiar quando a palavra parece virar sinônimo de técnica, recurso ou procedimento, porque a banca costuma cobrar o sentido teórico mais denso do conceito.