Ao realizar a revisão crítica dos fundamentos conservadores da profissão, deve-se assumir como fundamento a razão dialética, cuja categoria central é
- A)a coletividade.
Errada, porque coletividade é uma ideia importante no trabalho social, mas não é a categoria central da razão dialética.
- B)o pragmatismo.
Errada, porque o pragmatismo privilegia o resultado prático imediato e não a análise crítica da realidade em sua historicidade.
- C)a totalidade.
Certa, porque a totalidade é a categoria central da razão dialética e permite compreender o fenômeno social em suas relações e contradições.
- D)o empirismo.
Errada, porque o empirismo valoriza a observação direta dos fatos, mas não alcança a leitura crítica e integrada que a dialética exige.
- E)a materialidade.
Errada, porque materialidade é um conceito relevante no marxismo, mas não é a categoria central pedida na questão.
Gabarito: C
Quando a questão fala em revisão crítica dos fundamentos conservadores do Serviço Social, ela está puxando você para a virada teórico-metodológica que rompe com explicações moralizantes e imediatistas da profissão. Nessa perspectiva, a razão dialética passa a ser o modo de analisar a realidade como processo histórico, contraditório e em movimento, e não como um conjunto de fatos soltos. A categoria central dessa forma de pensar é a totalidade. Isso porque, na dialética, o fenômeno social só faz sentido quando você o enxerga articulado ao todo: economia, política, cultura, Estado, classes sociais e história. Ou seja, não basta olhar a “parte” isolada e achar que entendeu o problema. No Serviço Social, essa leitura é muito importante para superar o conservadorismo e compreender a questão social em sua complexidade. Por isso, o gabarito é a letra C. A totalidade é a chave para captar as mediações e contradições da realidade social, algo típico do referencial crítico que influenciou o processo de reconceituação e a revisão dos fundamentos da profissão. As demais alternativas tentam seduzir pelo vocabulário bonito, mas escorregam: pragmatismo, empirismo e coletividade não expressam a categoria central da razão dialética. Aqui, o ponto não é só “ver o que acontece”, mas entender como e por que acontece dentro de uma estrutura histórica mais ampla.