Januário teve um surto psicótico, mas no seu Município de residência não existe nenhum CAPS. Nesse caso, o atendimento de saúde mental é feito
- A)pela UPA do bairro do usuário.
Errada, porque a UPA atende urgências e estabilização, mas não é o serviço de referência para o acompanhamento em saúde mental na ausência de CAPS.
- B)pela Clínica da Família.
Errada, porque a Clínica da Família é uma forma de atenção primária em alguns municípios, mas a alternativa pede o serviço de referência geral e a UBS é a resposta padrão.
- C)pelo Hospital geral mais próximo.
Errada, porque o hospital geral pode ser usado em situações graves, mas não substitui o atendimento territorial e continuado da rede básica.
- D)pelo SAMU, que providenciará a remoção do usuário.
Errada, porque o SAMU atua no resgate e na remoção em situações de urgência, não como serviço de cuidado em saúde mental.
- E)pela Unidade Básica de Saúde.
Certa, porque a Unidade Básica de Saúde é a porta de entrada da atenção primária e assume o cuidado em saúde mental quando não há CAPS no município.
Gabarito: E
Na Rede de Atenção Psicossocial, o cuidado em saúde mental não fica preso ao CAPS. O CAPS é um serviço estratégico, mas ele não é a única porta possível e, quando não existe no município, a Atenção Primária assume um papel central no acompanhamento do usuário, especialmente pela Unidade Básica de Saúde e pela Estratégia Saúde da Família. Isso está em sintonia com a lógica da Rede de Atenção à Saúde, em que a APS coordena o cuidado e faz o primeiro acolhimento do caso. Em situações de crise, como um surto psicótico, pode haver necessidade de articulação com outros pontos da rede para estabilização e encaminhamento. Só que a questão pergunta onde o atendimento de saúde mental é feito quando não há CAPS no município, ou seja, qual serviço permanece como referência do cuidado cotidiano e do acompanhamento territorial. A resposta correta é a Unidade Básica de Saúde. A UBS acolhe, avalia, acompanha, referencia quando necessário e não abandona o usuário na rede. Na prática, ela funciona como a porta de entrada mais próxima da vida real, sem frescura e sem empurrar o problema para longe. Esse raciocínio conversa com a organização do SUS pela Lei 8.080/1990 e com a política de saúde mental inserida na RAPS, que valoriza o cuidado territorial, comunitário e contínuo, com a Atenção Básica como base do cuidado e coordenação do acesso aos demais serviços.