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Serviço Social · FGV · 2022

Questão comentada de Serviço Social

O CRESS de uma determinada região do Brasil recebe a denúncia de que, em um hospital municipal no interior do estado, a chefia do setor de Serviço Social é ocupada por uma psicóloga. Ao averiguar a situação, o argumento apresentado para a nomeação é o de que não há assistentes sociais para ocupar o cargo no município. Sobre a posição do CRESS, analise as afirmativas a seguir. I. Ele deve averiguar a veracidade dos fatos, buscando aceitar um profissional próximo ao Serviço Social. II. Ele deve acionar juridicamente a profissional que assumiu a Chefia por falsidade ideológica. III. Ele deve recusar a justificativa, baseado na Lei da Regulamentação da Profissão. Está correto o que se afirma em

Gabarito: D

Aqui o ponto central é simples: chefia do setor de Serviço Social deve ser exercida por assistente social, porque a profissão é regulamentada pela Lei 8.662/1993 e tem competências privativas ligadas à direção, coordenação, supervisão e execução dos serviços da área. Então a desculpa de que “não há assistente social no município” não autoriza, por si só, a ocupação do cargo por profissional de outra categoria. Em concurso, a banca costuma testar exatamente isso: a boa intenção administrativa não pode atropelar a legislação profissional. A afirmativa III está correta porque o CRESS deve recusar a justificativa com base na Lei de Regulamentação da Profissão. Se o cargo é de Serviço Social, a ocupação por psicóloga não se conserta com argumento de falta de pessoal. O caminho institucional é exigir adequação da chefia ao profissional legalmente habilitado, e não improvisar com “alguém da área da saúde”. A afirmativa I está errada porque o CRESS não deve “aceitar um profissional próximo ao Serviço Social”; isso não existe como solução legal. A fiscalização pode averiguar os fatos, claro, mas a conclusão não pode ser flexibilizar a exigência legal da profissão. A afirmativa II também está errada porque a situação narrada não leva automaticamente a falsidade ideológica. Pode haver irregularidade administrativa e exercício indevido de função, mas o enunciado não permite afirmar, de pronto, esse enquadramento penal.

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