A assistente social Paula trabalha em um grande hospital geral. A partir das demandas postas em seu cotidiano, há a possibilidade de propor diversos programas e serviços sociais. Para que Paula identifique as prioridades de intervenção de maneira racional e objetiva, ela utiliza dois critérios básicos. Assinale a opção que os indica.
- A)Orçamento e exequibilidade.
Orçamento e exequibilidade são aspectos importantes do planejamento, mas não expressam os dois critérios básicos usados para definir prioridades de intervenção.
- B)Efetividade e eficácia.
Efetividade e eficácia se relacionam aos resultados de uma ação, não à identificação inicial das prioridades.
- C)Relevância e viabilidade.
Correta, porque relevância e viabilidade são os critérios clássicos para escolher prioridades de intervenção no planejamento social.
- D)Custos e benefícios.
Custos e benefícios ajudam a analisar custo-efetividade, mas não são os critérios centrais pedidos na questão.
- E)Alcance e abrangência.
Alcance e abrangência indicam cobertura da ação, mas não servem como dupla básica para definir prioridade racional de intervenção.
Gabarito: C
Quando o assistente social precisa escolher o que vai ser prioridade em um serviço ou programa, não basta olhar para a urgência do problema. É preciso fazer uma escolha racional, com base em critérios de planejamento que ajudem a separar o que é importante do que realmente pode ser executado. No Serviço Social, isso aparece muito na formulação e no planejamento de ações institucionais, em sintonia com o projeto ético-político e com a lógica do planejamento social. Dois critérios básicos orientam essa definição: a relevância e a viabilidade. A relevância responde à pergunta: o problema ou a demanda é realmente significativo para a realidade atendida? Já a viabilidade pergunta: dá para executar essa intervenção com os recursos, tempo, equipe e condições disponíveis? É a combinação perfeita entre “precisa ser feito” e “consegue ser feito”. Por isso, o gabarito é a letra C. A ideia é muito usada em planejamento social e em formulação de programas: primeiro você seleciona o que tem maior importância social, depois verifica se a proposta pode ser realizada de modo concreto. Se faltar um desses dois lados, o plano pode virar só uma boa intenção com crachá. As demais alternativas trazem pares que podem ser úteis em avaliação ou gestão, mas não são os dois critérios básicos para identificar prioridades de intervenção de forma racional e objetiva. Aqui a banca quer a lógica do planejamento: pertinência da demanda e possibilidade real de execução.