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Serviço Social · FGV · 2021

Questão comentada de Serviço Social

O tempo presente, sob o comando do neoliberalismo, traz enormes desafios para o Serviço Social caudatário do Projeto Ético-Político. Um deles é a ofensiva do Pragmatismo, que pode ser caracterizado pela

Gabarito: A

No Serviço Social, o Projeto Ético-Político aponta para uma prática crítica, comprometida com direitos, totalidade social e leitura dos determinantes da realidade. Isso exige análise teórica consistente, e não uma atuação improvisada ou reduzida ao imediatismo do dia a dia. Quando a questão fala em ofensiva do Pragmatismo no neoliberalismo, ela está mirando justamente a tendência de transformar a intervenção profissional em algo “do que funciona agora”, sem aprofundamento histórico e teórico. O pragmatismo, nesse contexto, valoriza resultados imediatos, soluções rápidas e um olhar excessivamente utilitarista da realidade. Na prática, isso costuma aparecer como empirismo: a ação se baseia no que é visível, no caso concreto e na experiência imediata, deixando em segundo plano a mediação teórico-crítica. É quase o famoso “vamos resolvendo por tentativa e erro”, o que é bem tentador no cotidiano, mas bem problemático para uma profissão que trabalha com a leitura crítica da questão social. Por isso o gabarito é a letra A. A ofensiva pragmática se caracteriza pela prática empirista, isto é, pela valorização do dado imediato e da utilidade prática em detrimento da análise de fundo. Em vez de uma práxis crítica, há uma redução da intervenção ao nível do aparente, do urgente e do operacional. Isso contraria a direção do Código de Ética de 1993, que afirma o compromisso com a liberdade, a justiça social, a democracia e a qualidade dos serviços prestados à população. Em prova, desconfie quando a banca usar palavras como “pragmatismo”, “imediatismo”, “utilidade” e “solução prática” para te empurrar para conceitos mais sofisticados. Aqui, a ideia não é elevar a teoria, mas mostrar sua corrosão: o pragmatismo puxa o profissional para a superfície dos fatos, e não para a análise crítica da realidade social.

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