O propósito da Redução de Drogas é diminuir os riscos de danos biológicos, psicossociais e econômicos a que estão expostos os dependentes químicos. Sua principal medida é a(o)
- A)distribuição de metadona.
A distribuição de metadona é uma estratégia de substituição terapêutica, mais ligada a contextos específicos de tratamento, não sendo a medida principal clássica da redução de danos cobrada na questão.
- B)abstinência.
A abstinência é uma meta possível de tratamento, mas não define a lógica da redução de danos, que admite a diminuição de riscos mesmo sem interrupção imediata do uso.
- C)recolhimento em comunidade terapêutica.
O recolhimento em comunidade terapêutica pode ser uma forma de cuidado, mas não corresponde à principal medida da política de redução de danos.
- D)internação compulsória.
A internação compulsória é medida extrema e excepcional, sem relação direta com a estratégia central de reduzir danos de forma comunitária e preventiva.
- E)distribuição de seringas individuais.
A distribuição de seringas individuais é medida clássica de redução de danos, pois evita o compartilhamento e reduz contaminações e outros agravos à saúde.
Gabarito: E
A Redução de Danos é uma estratégia de saúde e assistência que não exige, de imediato, a abstinência total para começar a cuidar da pessoa. A lógica é bem prática: se a pessoa usa droga, o poder público tenta diminuir os prejuízos mais graves, como infecções, overdoses, violência e ruptura de vínculos familiares e sociais. Em vez de trabalhar só com a ideia de "parar de usar", a política pública tenta reduzir danos concretos e proteger a vida no presente. Nesse contexto, uma medida clássica é a distribuição de seringas individuais. Isso evita o compartilhamento de material perfurocortante, reduzindo o risco de transmissão de HIV, hepatites virais e outras infecções. É uma ação típica de saúde pública, muito associada à prevenção de danos entre usuários de drogas injetáveis. Por isso, o gabarito é a letra E. A medida aponta exatamente para a lógica da redução de danos: diminuir riscos biológicos e também sociais, sem impor como condição inicial a abstinência. Essa abordagem aparece nas políticas de saúde mental e atenção aos usuários de álcool e outras drogas, em linha com a perspectiva da atenção integral no SUS e na Rede de Atenção Psicossocial. As demais alternativas trazem outras estratégias, mas não resumem a principal medida da redução de danos. A banca costuma cobrar essa distinção com pegadinha entre cuidado gradual e postura proibitiva. Aqui, o segredo é lembrar: redução de danos não é moralismo, é prevenção com pé no chão.