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Serviço Social · FGV · 2021

Questão comentada de Serviço Social

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trata da colocação da criança e do adolescente em família substituta. Em relação à colocação em família estrangeira nessa categoria, o Estatuto impõe que ela seja considerada

Gabarito: B

O ECA trata a colocação em família substituta como uma medida de proteção, usada quando a criança ou o adolescente não pode permanecer com a família natural ou extensa. Dentro desse tema, a regra ganha um cuidado extra quando a família substituta é estrangeira: o Estatuto manda tratar essa hipótese como excepcional, porque a prioridade é preservar vínculos familiares e comunitários no Brasil. A base legal está no art. 31 do ECA, que diz expressamente que a colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na modalidade de adoção. Ou seja: não é qualquer forma de colocação que serve, e não é algo para ser usado como primeira opção. A ideia é que a adoção internacional fique como solução residual, depois de esgotadas as possibilidades no país. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela reproduz exatamente o comando legal: excepcionalidade + admissibilidade apenas por adoção. Em prova, quando aparecer família estrangeira no ECA, acenda o alerta de "medida excepcional". É quase o Estatuto dizendo: calma, aqui não é atalho. Vale lembrar que essa lógica também conversa com o princípio do melhor interesse da criança e com a prioridade da convivência familiar e comunitária, que orientam toda a proteção integral. A adoção internacional existe, mas entra na fila depois das alternativas nacionais e sempre sob controle judicial rigoroso.

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