O trabalho do Assistente Social na Saúde comporta várias ações. Uma delas diz respeito à avaliação socioeconômica familiar, cujo objetivo deve ser o de
- A)viabilizar direitos para a população usuária.
Correta, porque a avaliação socioeconômica serve para identificar necessidades e encaminhar respostas que assegurem acesso a direitos e serviços.
- B)estabelecer critérios de acesso aos serviços de saúde.
Errada, porque a avaliação não existe para restringir ou estabelecer barreiras de acesso aos serviços de saúde.
- C)identificar conflitos que prejudiquem a recuperação.
Errada, porque conflitos familiares podem ser observados em alguns casos, mas esse não é o objetivo central da avaliação socioeconômica.
- D)prospectar a necessidade de suplementação alimentar.
Errada, porque suplementação alimentar pode ser encaminhada em situações específicas, mas isso é efeito possível, não finalidade principal da avaliação.
- E)analisar as possíveis carências financeiras dos usuários.
Errada, porque a análise de carências financeiras é apenas parte do diagnóstico social e não resume o objetivo da avaliação.
Gabarito: A
Na Saúde, o Assistente Social não faz a avaliação socioeconômica familiar para ficar apenas fazendo um “raio-X da pobreza” da família. O sentido dessa avaliação é entender a realidade social do usuário e da sua rede de apoio para orientar encaminhamentos, articular serviços e garantir acesso aos direitos sociais e de saúde. Em outras palavras: a análise serve para construir resposta, não para colecionar carências. Isso está totalmente de acordo com o projeto ético-político do Serviço Social e com a lógica do SUS, que trabalha com integralidade, universalidade e acesso. A avaliação socioeconômica é um instrumento técnico para identificar vulnerabilidades e, a partir disso, viabilizar benefícios, fluxos, encaminhamentos e proteções sociais compatíveis com a necessidade apresentada. Por isso, o gabarito é a letra A. Quando a questão fala em objetivo da avaliação socioeconômica familiar, ela aponta para a finalidade central da atuação profissional: viabilizar direitos para a população usuária. O foco não é controlar acesso, julgar comportamento ou reduzir o olhar ao dinheiro que entra em casa, mas sim ampliar o acesso aos serviços e às proteções sociais. Doutrinariamente, esse raciocínio conversa com a atuação do Serviço Social na saúde como mediação entre necessidades sociais e respostas institucionais, sempre orientada pela defesa de direitos. Se a avaliação revela vulnerabilidades, o passo seguinte é transformar isso em acesso concreto a políticas, benefícios e cuidados.