Amanda está assumindo o cargo de assistente social em um hospital que ficou sem profissional do Serviço Social por dois anos. Ao chegar, encontrou o material utilizado pela profissional anterior lacrado. Para dar início ao seu trabalho, Amanda deve:
- A)romper o lacre e passar ao exame minucioso do material encontrado, a fim de verificar o que ainda possui validade;
Errada, porque romper o lacre por conta própria viola a cautela ética exigida para documentos e materiais que podem conter informações sigilosas.
- B)remover o material lacrado para um arquivo morto, pois a profissional que o utilizou não mais se encontra na unidade;
Errada, porque o material não deve ser simplesmente removido para arquivo morto sem verificação e sem procedimento formal de conferência.
- C)solicitar a presença de um representante do CRESS local no ato de ruptura do lacre;
Certa, porque a abertura do material lacrado deve ocorrer com acompanhamento institucional, de preferência com representante do CRESS, preservando o sigilo e a segurança ética.
- D)denunciar a profissional anterior por conduta imprópria, ao ter lacrado o material de trabalho;
Errada, porque lacrar material de trabalho não configura conduta imprópria; ao contrário, pode ser uma medida de proteção e organização do acervo.
- E)tentar, por intermédio do CRESS, localizar a profissional anterior, a fim de saber o que fazer com o material lacrado.
Errada, porque a solução não depende de localizar a profissional anterior, e sim de adotar procedimento formal com a instituição e o conselho profissional.
Gabarito: C
Quando um assistente social assume um setor e encontra documentos, prontuários ou materiais de trabalho lacrados, a regra é não agir sozinho como se estivesse abrindo uma caixa misteriosa. Isso existe para proteger o sigilo profissional, a continuidade do serviço e, principalmente, a responsabilidade ética sobre o acervo deixado por outro profissional. No Serviço Social, o Código de Ética valoriza o sigilo profissional e o respeito aos registros e documentos produzidos no exercício profissional. Se há lacre, a ruptura não deve ser feita de forma unilateral, porque pode haver conteúdo sensível, informações de usuários e materiais que exigem resguardo institucional e ético. Por isso, a conduta correta é solicitar a presença de um representante do CRESS local no ato da ruptura do lacre. O conselho profissional atua como referência de fiscalização e orientação ética, garantindo que a abertura seja feita com cautela, transparência e registro adequado do que foi encontrado. Em resumo: não é para sair abrindo, jogando fora ou tentando localizar colega anterior como se fosse novela. O caminho certo é formal, ético e institucional, preservando o sigilo e a responsabilidade profissional.