A Gestão Social de Políticas Públicas encontra-se circunscrita por interesses políticos e sociais. Sobre esse tema, é CORRETO afirmar que:
- A)no processo de gestão social, o poder público pode fazer suas propostas, impondo suas pretensões sobre a da sociedade civil, com o objetivo de garantir o maior interesse da população.
Errada, porque a gestão social não autoriza o poder público a impor suas vontades sobre a sociedade civil; ela pressupõe participação e construção compartilhada.
- B)a gestão democrática pode ser um mecanismo de ampliação da participação da classe trabalhadora nos processos de gestão de organizações políticas, programas, projetos e serviços.
Certa, pois a gestão democrática amplia a participação da classe trabalhadora na condução de organizações, programas, projetos e serviços.
- C)a gestão é direcionada por princípios definidos pelos políticos eleitos para aquela gestão, portanto, a cada quatro anos, estes podem ser modificados.
Errada, porque a gestão social não pode ficar refém apenas da vontade de governantes de turno, já que deve seguir princípios públicos e democráticos mais estáveis.
- D)A gestão democrática não se situa no campo político de luta, pois não é possível transformar as condições objetivas de vida da classe trabalhadora por meio de políticas públicas.
Errada, porque a gestão democrática está, sim, no campo da disputa política e reconhece que políticas públicas podem transformar as condições de vida da população.
Gabarito: B
A gestão social de políticas públicas não é um terreno de comando unilateral, nem de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Ela nasce justamente da ideia de articulação entre Estado e sociedade, com participação, controle social e construção compartilhada das decisões. No Serviço Social, isso conversa muito com a defesa da democratização da gestão e da ampliação dos espaços de participação popular. Na prática, a gestão democrática busca abrir canais para que a população, especialmente a classe trabalhadora, participe da formulação, acompanhamento e avaliação de políticas, programas, projetos e serviços. Isso é coerente com a Constituição Federal de 1988 e com a LOAS, que valorizam a descentralização e a participação social na assistência social. Por isso o gabarito é a letra B: ela descreve corretamente a gestão democrática como mecanismo de ampliação da participação da classe trabalhadora nos processos de gestão. Aqui, a lógica é incluir vozes e interesses diversos, e não apenas centralizar decisões no poder público ou em gestores de plantão. As demais alternativas escorregam justamente ao negar o caráter político e participativo da gestão social. Gestão pública democrática não muda conforme o humor do governante, nem trata política pública como algo neutro ou impossível de transformar a realidade social.