Os Grupos de Apoio à Adoção são Organizações da Sociedade Civil (OSCs) ou Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) surgem de forma organizada em meados da década de 1990, após a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e atuam na perspectiva de
- A)oferecer aos promotores de justiça da infância e juventude de todo o país orientações jurídicas e diretrizes destinadas ao aprimoramento da prioritária função institucional de zelar pelo direito fundamental à convivência familiar e comunitária.
Errada, porque trata de orientações a promotores de justiça, função ligada ao Ministério Público, e não à atuação dos Grupos de Apoio à Adoção.
- B)articular com os membros do Ministério Público com atuação nas matérias relacionadas à infância, juventude e educação.
Errada, porque descreve articulação com membros do Ministério Público, o que não corresponde ao papel desses grupos da sociedade civil.
- C)oferecer um espaço especial de acolhimento, escuta e reflexão sobre as motivações para a adoção, na preparação de pretendentes e de proteção e fortalecimento das famílias adotivas particularmente, no período de adaptação da construção socioafetiva.
Certa, porque expressa exatamente a finalidade dos Grupos de Apoio à Adoção: acolher, escutar, preparar pretendentes e fortalecer famílias adotivas.
- D)averiguar os processos envolvendo adoção, casos de infração, vagas em creche, entre outras demandas.
Errada, porque fala em averiguação de processos e fiscalização de demandas, atribuições institucionais que não são dos Grupos de Apoio à Adoção.
Gabarito: C
Os Grupos de Apoio à Adoção nasceram no contexto de fortalecimento da proteção integral trazida pelo ECA, atuando como espaços da sociedade civil para apoiar pretendentes, famílias adotivas e também a reflexão sobre a adoção de forma responsável. A lógica aqui não é substituir o Judiciário ou o Ministério Público, e sim oferecer acolhimento, informação e preparação emocional e social para quem pensa em adotar ou já adotou. Em outras palavras: não é burocracia fria, é apoio humano com foco na convivência familiar saudável. Esses grupos costumam promover encontros, debates e acompanhamento, ajudando a desfazer idealizações e a enfrentar dúvidas sobre vínculo, adaptação, história pregressa da criança e construção socioafetiva. Isso combina diretamente com a ideia de proteção à criança e ao adolescente prevista no ECA, que valoriza o direito à convivência familiar e comunitária. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela descreve exatamente a atuação desses grupos: um espaço de acolhimento, escuta, reflexão sobre as motivações para adoção, preparação de pretendentes e fortalecimento das famílias adotivas, especialmente no período de adaptação. É a adoção pensada com responsabilidade, e não como solução instantânea. As demais alternativas fogem do tema e falam de funções institucionais do Ministério Público, não de grupos de apoio à adoção. Em prova, quando aparecer OSC, OSCIP e adoção, desconfie de enunciados que trocam apoio psicossocial por atuação jurídica ou fiscalizatória.